31.8.09

UNE defende 50% dos recursos do pré-sal para a Educação


A proposta de buscar uma nova forma de financiamento para toda a rede pública integra o PL de Reforma Universitária da entidade

Nesta segunda-feira, 31, o governo federal lançará o marco regulatório do pré-sal - um novo marco para o petróleo brasileiro. Para tanto, estão previstos o envio de três projetos de lei ordinária, em caráter de urgência, de autoria do Executivo, ao Congresso Nacional. Um dos projetos prevê a criação de um fundo soberano para as áreas da Educação, Ciência e Tecnologia e combate à pobreza.


A União Nacional dos Estudantes (UNE) defende a destinação de 50% da arrecadação com os royalties do petróleo extraído da camada pré-sal à Educação Pública do país. “Para que o país cresça mais é preciso um aumento volumoso de investimentos nas universidades públicas e em toda rede do setor público”, afirma Augusto Chagas, presidente da entidade.


A proposta faz parte do projeto de lei (PL 5.175/09) de Reforma Universitária da UNE que tramita na Câmara, desde maio deste ano. A aprovação do PL é uma das principais bandeiras de luta da atual gestão da UNE.


Além do texto que fala sobre a criação de um fundo soberano, serão enviados outros dois projetos: um que institui um novo marco regulatório para o petróleo e outro que trata sobre a criação de uma nova empresa estatal para gerir os recursos do petróleo da camada pré-sal.


A criação de um novo marco que regule o setor petrolífero vem sendo discutida há mais de um ano e seu debate vem se intensificando desde a descoberta de novos indícios sobre a qualidade e quantidade do óleo na camada localizada abaixo da faixa de sal, a mais de 2 mil metros de profundidade. A camada abrange uma área de cerca de 800 quilômetros de extensão, desde o litoral do Espírito Santo até Santa Catarina.

“O Petróleo é Nosso!”


A campanha pela autonomia brasileira na área petrolífera foi uma das mais polêmicas e uma das mais lembradas em toda a história do Brasil republicano. Entre 1947 e 1953 o país ficou dividido entre os que defendiam a exploração do petróleo exclusivamente por uma estatal brasileira e os que acreditavam que o refino e distribuição deveriam ser atividades exploradas por empresas privadas estrangeiras com tecnologias mais avançadas. Juntamente com militares e parte da sociedade, a UNE encabeçou a campanha "O Petróleo é Nosso!" que culminou na criação da Petrobras, em 1953.


Fonte: Assessoria de Imprensa UNE

28.8.09

UJS Chapecó estréia no Twitter


Agora confira todas as novidades da União da Juventude Socialista Chapecó também pelo Twitter..........

21.8.09

ASSOCIAÇÃO DOS SKATISTAS DE CHAPECÓ UNIDOS PELO SKATE CHAPECOENSE PRECIONAM PREFEITO

Mais uma amostra da importância da organização coletiva de luta foi mostrada nesta quinta-feira, dia 20 de agosto com a galera do skate de Chapecó. Uma mobilização organizada pela Associação dos Skatistas de Chapecó, para pressionar o prefeito João Rodrigues a viabilizar a pista de skate, a tanto prometida.

A Mobilização contou com a presença da UMES Chapecó, teve a participação da União da Juventude Socialista -UJS sendo que a conversa com o prefeito teve a presença de mais de 50 skatistas e simpatizantes.

Breve histórico desta luta

Chapecó cidade com aproximadamente 200 mil habitantes, contava com 1 pista de skate no calçadão da cidade região central de fácil acesso, onde foi palco de muitos campeonatos, encontro de amigos, local de descontração.Com a vinda da Havan para Chapecó no ano de 2007 para a cidade, localizada próximo a pista , e já mostrando o poder que o privado exerce sobre o publico na administração do prefeito João Rodrigues pede para retirar a pista.. passou mais de 1 ano e nada estava claro para os skatistas se a pista seria construída, onde e quando.

Antes tarde do que nunca, agora parece que vai

O local escolhido foi uma praça, no Bairro Passo dos Fortes, próximo ao Ecoparque. A pista terá também iluminação e área verde, orçado num valo de 150 mil. O edital de licitação será lançado nos próximos dias e a obra deve iniciar no prazo de dois meses. Essa pista não é favor,é uma dever, uma divida da prefeitura com os skatistas de Chapecó e região.

Dérique UJS Chapecó

17.8.09

UJS realiza Congresso Municipal em Chapecó - SC


Na tarde de sábado, dia 15 de agosto, a União da Juventude Socialista (UJS) realizou seu Congresso Municipal extraordinário, nas dependências do Sindicato dos Bancários, em Chapecó. Dezenas de jovens filiados a entidade debateram assuntos relacionados a conjuntura nacional, estadual e municipal, ao movimento estudantil e sobre políticas públicas para a juventude.
O presidente estadual, Vander Rondermel, que também dirige a União Catarinense dos Estudantes, reforçou o papel fundamental que a juventude vai desempenhar nas eleições de 2010, conduzindo o Brasil cada vez mais para o caminho das mudanças: “apoiamos o Governo Lula, mas temos muito claro que é preciso avançar com as mudanças progressistas que o país necessita”, afirmou Vander.

Participaram do Congresso lideranças do movimento estudantil secundarista e universitário, como o atual presidente da UMES, Aldo Spricigo, e Andréia Lanzarin, líder estudantil na UDESC, além lideranças estudantis da Unochapecó e representantes do Skate e do Hip Hop, todos filiados a UJS.

O novo presidente eleito, Elvio Izaias da Silva, de 28 anos, destacou a importância da UJS como uma escola de formação de lideranças socialistas, “na UJS aprendemos o caminho para o socialismo, um socialismo que vai ter a cara da juventude brasileira”. Ressaltou também o papel da entidade em nossa cidade, “a juventude de Chapecó está organizada, e vamos cobrar das autoridades os espaços que nos são de direito, como a pista de Skate que a prefeitura ta devendo, espaços para cultura e arte, quase inexistentes na cidade, e mais políticas públicas para os jovens, de emprego e educação. A UJS ta de volta, de luta e organizada”.

Nos dias 29 e 30 de agosto acontece a etapa estadual do congresso, em Itajaí.
UJS Chapecó

Entidades estudantis e movimentos sociais mobilizam mais de mil pessoas em Chapecó no dia Nacional de Lutas


A União Municipal de Estudantes Secundarístas da cidade de Chapecó-SC, com o apoio da União Catarinense dos Estudantes - UCE, UNE, UBES, e demais entidades dos movimentos sociais e sindicais, organizaram uma grande manifestação com mais de mil pessoas em frente à empresa da Sádia em Chapecó. Os estudantes, maioria na manifestação, participaram ativamente mesmo sob o sol forte.

"Existem pessoas na sociedade que adoram dizer aos quatro cantos que o movimento estudantil não existe mais, que os estudantes se calam diante dos acontecimentos socio-políticos no Brasil, mas estamos mobilizados aqui em Chapecó hoje, com mais de 800 estudantes universitários e secundarístas pra dizer que Movimento Estudantil existe sim, que vamos às ruas sim e que estamos presentes no cotidiano das lutas! Essas pessoas precisam deixar a imprensa marrom de lado, pois jamais irão ver publicadas nossas lutas e vitórias, pois eles não acompanham as lutas dos estudantes e do povo no dia-á-dia, e assim, não desconhecem nosso compromisso com a sociedade e com os avanços que sonhamos pro nosso país!" afirma Vander Rodermel, Presidente da União Catarinense dos Estudantes.


O Ponto principal da manifestação foi a interdição por 40 minutos de um trecho da Avenida mais movimentada da cidade, que liga a cidade a uma rodovia federal. A interrupção foi realizada na rotula da empresa Sádia, parando o traânsito nas três pistas e depois foi a mobilização seguiu em caminhada na Avenida Atilio Fontana.

A manifestação seguiu uma agenda unificada da UNE, UBES e Movivento sindical em todo o país do dia 10 a 14 de Agosto. Foram levantadas várias bandeiras do movimento estudantil nacional como a bandeira do passe livre aos estudantes, pelo fim do vestibular, "o pré-sal é nosso" e o "petróleo continua sendo nosso!", a bandeira histórica em defesa da meia entrada,e de bandeiras locais como a luta contra a privatização da CELESC, a luta contra os aumentos abusivos do transporte público, que em Chapecó o valor da passagem custa R$ 2.10, pela construção urgente do espaço de esporte e lazer para a juventude como é o caso da pista de Skate e Patins, uma reinvidicação antiga da juventude, e, promessa de campanha do atual prefeito João Rodrigues, pela Defensoria Pública em Santa Catarina e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.




"O mundo vive hoje uma crise econômica sem precedentes, e umas das conseqüências disso são o desemprego e aumento das desigualdades sociais. Essa crise atinge toda a população, mas os que mais sofrem com ela são os trabalhadores e a juventude que no final sempre pagam a conta da crise. Em Chapecó e região, ja foram demitidos mais de mil trabalhadores, e em sua maioria, os mais atingidos foram os jovens. E hoje dizemos em alta voz que não vamos pagar por essa crise." Declara o estudante Dérique Hohn um dos coordenadores da Manifestação.


UMES Chapecó

14.8.09

Dezenas de milhares vão às ruas por redução da jornada e reforma agrária




Convocado de forma unitária por todas as centrais sindicais, MST, UNE e outras organizações populares, o Dia Nacional de Luta mobilizou dezenas de milhares de pessoas em todo o país. Redução da jornada sem redução de salários e reforma agrária foram as duas principais bandeiras levantadas na manifestação, que também reclamou o fim do fator previdenciário, ratificação das convenções 151 e 158 da OIT, proibição das demissões em massa e mudança da política econômica, entre outras coisas.

Em São Paulo, as entidades mobilizaram cerca de 25 mil manifestantes. O ato começou cedo, às 10 horas, com uma concentração na praça Oswaldo Cruz, seguida de uma passeata pela avenida Paulista. A participação de centenas de militantes do MST na marcha reforçou a bandeira da reforma agrária. Ocorreram manifestações em pelo menos 10 outros estados (Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul - Porto Alegre e Caxias -, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Maranhão, Paraná, Pernambuco e Piauí), além do Distrito Federal.

100 mil em Brasília

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) teve um papel destacado na mobilização em todos as capitais e municípios onde o povo foi às ruas. Na opinião do presidente da Central, Wagner Gomes, o Dia Nacional de Luta mostrou que a classe trabalhadora está disposta a lutar para que os ricos paguem a crise. Ele destacou a importância da unidade das centrais em aliança com outras organizações dos movimentos sociais.

- A vida está mostrando que a unidade é decisiva para defender com êxito os interesses da classe trabalhadora e uma agenda social positiva, mais justa, para o país. A união faz a força e o nosso desafio é manter e ampliar a unidade. Devemos nos preparar ainda melhor para a votação da PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem prejuízo para os salários, votação que deve ocorrer ainda este ano e, como a vitória dependente de quórum qualificado (de dois terços dos parlamentares) temos que nos desdobrar para levar 100 mil a Brasília. Outra questão fundamental na qual temos de marchar unidos é a eleição de 2010 onde estarão em disputa dois lados, o lado das forças progressistas, no qual nos encontramos, e o lado do retrocesso neoliberal, que devemos derrotar.

(Portal CTB)

13.8.09

Manifestação em Brasília apoia retorno de Zelaya ao poder

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que está em visita ao Brasil, esta semana, recebeu apoio do Cebrapaz e movimentos sociais, sindicais e estudantis na manifestação em frente à Embaixada de Honduras, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (12).

Os manifestantes consideram o golpe militar um risco para a paz e a democracia em toda a América Latina.

Iberê Lopes
Manifestantes querem garantia de paz na América Latina

“Jamais/ Jamais/ Jamais vou aceitar/ As bases na Colômbia/ E o Golpe militar”, gritaram os manifestantes em frente ao prédio, após os discursos contrários à deposição de Zelaya do governo hondurenho e à instalação das bases militares pelos Estados Unidos na Colômbia.

Duas grandes faixas complementavam as palavras de ordem: Uma pedia “Paz na América do Sul/ Fora as bases militares da Colômbia”, e a outra queria “Democracia em Honduras/ Retorno imediato de Zelaya ao poder”.

Para Leandro Cerqueira, da União de Juventude Socialista (UJS), os dois eventos estão ligados à proposta dos Estados Unidos de se tornarem “polícia do mundo”. Ele diz que é chegada a hora do Presidente Barack Obama, que se diz um democrata, desativar as 20 bases militares dos Estados Unidos na América Latina e retirar a 4a Frota que faz exercícios militares no mar da região.

Globo X Record: nessa baixaria os dois lados "têm razão"

As escaramuças entre a Rede Globo e a TV Record produziram um acontecimento no mínimo inusitado: uma baixaria em que os dois lados, no afã de jogar a sujeira do outro no ventilador, têm rompantes de sinceridade.

Nos veículos das Organizações Globo, seguidos por outros como a Folha de S. Paulo, espocaram manchetes nos últimos dias sobre processos contra o bispo Edir Macedo, dono da Record, sobre a ligação desta com a Igreja Universal e prováveis vinculações do dinheiro dos fiéis com o império de comunicação.
O Jornal Nacional desta quarta-feira emendou de primeira. Nas palavras de Fátima Bernardes, "Edir Macedo deu outro destino ao dinheiro doado à Igreja Universal", ao que segue a matéria que busca provar, através de imagens da pregação feita em cultos, que a "religião é apenas um pretexto para arrecadação de dinheiro". De fato, é difícil não considerar a hipótese de haver ligação entre uma coisa e outra e, mais ainda, desconhecer que igrejas podem, eventualmente, fazer o diabo para arrancar dinheiro dos seguidores.

A Record contra-ataca e descasca a Globo

Mas o cúmulo da verdade veio no contragolpe da Record. O jornal desta manhã de quinta [reprise ontem, provavelmente] foi , sem rodeios, na jugular. Falou que a Globo é cria da ditadura militar, regime que apoiou entusiasticamente. "A história não apaga. A Globo nasceu de uma ação ilícita de um governo ditatorial", diz a reportagem, fazendo referência ao acordo firmado com grupo norte-americano que injetou milhões de dólares no "plim-plim", mesmo sendo ilegal a participação estrangeira em veículos de comunicação.

Discorreu ainda sobre as interferências da emissora dos Marinho na política nacional, como no escândalo Globo/Proconsult contra a candidatura de Leonel Brizola a governador do Rio de Janeiro, em 1982; a célebre edição do debate entre Collor e Lula nas eleições de 1989, lance decisivo para a vitória collorida; o boicote à cobertura das Diretas, as imagens do dinheiro do tal dossiê nas eleições de 2006....

Foi tudo, digamos, fantástico, espetacular, irretocável! Nunca houve caso de tamanha transparência, de tal sinceridade.

Racha empresarial

O "dedo no olho" público entre as duas emissoras de maior audiência do país é o retrato da divisão dos empresários da área, fratura que é vista também nas posições relativas à Conferência Nacional de Comunicação convocada pelo governo.

A disputa por maiores fatias do mercado tem provocado tais contradições, pois outras emissoras em expansão não desejam ser eternamente caudatárias da rede Globo. As divisões momentâneas devem ser exploradas habilmente por movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação.

De imediato, uma coisa salta aos olhos: pelo menos na hora de falar mal, os dois lados acabam desentocando as verdades. Ótimo negócio para o respeitável público.

Fernando Borgonovi é diretor de comunicação da UJS

25 anos da UJS: plenária nacional traçará calendário de comemorações

A plenária nacional da UJS, que está convocada pela executiva para os dias 8 e 9 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro, abordará uma série de temas que nortearão as atividades neste segundo semestre, dentre os quais se destaca o plano de comemorações dos 25 anos da entidade. A ideia a ser debatida é transformar setembro no mês de comemorações do aniversário, estabelecendo uma agenda com atividades nacionais e locais.

"Existem datas na história de uma Organização que são marcantes e os 25 anos são uma delas. Não existe no Brasil uma experiência de entidade política juvenil, com as características da UJS, que tenha sido tão longeva e tão exitosa. Por isso, há muito o que comemorar", diz Marcelo Gavião, presidente nacional."

Além disso, hoje a UJS é uma entidade com forte presença em vários setores de atuação da juventude. Essa data deve ser um momento para mostrar força e divulgar nossas ideias para a sociedade, filiar milhares de jovens. Enfim, é uma ocasião para realizarmos atividades externas, ocuparmos ruas e praças, demonstrar o lastro político que temos e ampliar nossas relações", finaliza Gavião.

Universidade Federal do Rio e Grupo Arco-Íris lançam vídeo sobre homofobia

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Grupo Arco-Íris lançam em parceria, nessa quinta-feira (13/08), dois curtas cujo o tema central é homofobia nas escolas. Trata-se dos vídeos "Novamente" e "Por outros olhos". Os vídeos foram produzidos por uma oficina com jovens gays, lésbicas e bissexuais. "O Arco- Íris entrou com a mobilização dos jovens e a UFRJ com a equipe, equipamentos e com a metodologia", explica Alexandre Bortolini, coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola, que organizou a oficina. Alexandre ainda relata que foram "três meses de encontros, onde os jovens discutiram sobre as suas experiências de discriminação e violência na escola e aprenderam a contar essas histórias através do cinema".

Seguindo a linha de projetos como o Purpurina, onde jovens LGBTs são protagonistas na organização e ação das propostas, as produções dos dois vídeos teve o roteiro, a produção e a edição feita pelos próprios jovens que contaram com a supervisão de profissionais da universidade. Depois de lançado, os vídeos poderão ser baixados pela internet.

Sobre os vídeos"Novamente" fala sobre uma escola e dois casais. Um hétero e outro gay. Neste vídeo será relatado como a escola trata os respectivos casais. Será o acolhimento por parte da escola igualitário? O segundo vídeo, "Por Outros Olhos", inverte toda a lógica que vivemos atualmente. A realidade se passa em um mundo completamente gay e um menino e uma menina se apaixonam. O casal HT irá passar pelos preconceitos aos quais a comunidade LGBT enfrenta diariamente.

Serviço:Lançamento dos curtas "Novamente" e "Por Outros Olhos"Quando: 13 de agosto, quinta, às 18h30Onde: Casa da Ciência - Campus da UFRJ - Praia Vermelha (ao lado do Canecão) - Rio de Janeiro

Dia do Estudante: comemorações e expectativas

Estudantes de todo o país podem comemorar muitas conquistas, acumuladas ao longo dos anos pela mobilização das entidades do movimento estudantil, em especial da União Nacional dos Estudantes (UNE), que contribuiu muito em seus 72 anos de história.

“No Dia do Estudante lembramos o que conquistamos até agora. Recentemente, a principal vitória foi incluir na pauta do Congresso Nacional a Reforma Universitária da UNE, que prevê a regulamentação do ensino privado. E vamos continuar lutando pela democratização do acesso à universidade no Brasil”, afirma Augusto Chagas, novo presidente da entidade, que toma posse nesta quarta-feira, 12 de agosto.

Além de batalhar pela Reforma Universitária, a UNE também tem como prioridades a reconstrução da sede da entidade no Rio de Janeiro – destruída durante a ditadura militar – e a regulamentação da meia-entrada.

“Os estudantes participaram de momentos importantíssimos na história do país: desde o combate ao fascismo, à ditadura, campanhas como ‘o petróleo é nosso’, o ‘Fora Collor’, entre tantas outras situações marcantes”, comenta Carlos Eduardo Siqueira, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP).

Ismael Cardoso, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), concorda e acrescenta: “há ainda o caráter de enfrentamento que os estudantes sempre tiveram, ampliando as mobilizações de rua e mantendo sempre a irreverência característica da juventude", ressalta. Ou seja, a data marca também períodos de muita luta.

“Houve avanços significativos, mas a vida do estudante ainda precisa melhorar bastante. A ampliação de vagas e do número de bolsas para os pós-graduandos está em nossa pauta de reivindicações. Sem contar o acesso e a permanência dos estudantes nas universidades”, afirma Elisangela Lizardo, diretora da Associação Nacional de Pós-Graduandos.

A juventude anseia por mudanças: por reformas que possibilitem a democratização e melhoria da qualidade do ensino, por igualdade de condições, por um país melhor e mais justo. São esses os objetivos do movimento estudantil, a cada dia mais atuante por uma educação verdadeiramente libertadora, que transcenda os muros das instituições de ensino.

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11.8.09

Expectativa para a posse da diretoria UNE 2009/11

Quarta-feira, 12, em Brasília, a nova diretoria da União Nacional dos Estudantes será empossada oficialmente. A Reforma Universitária da UNE vai marcar o evento.

É grande a expectativa de todo o movimento estudantil para que a nova diretoria da União Nacional dos Estudantes se apresente oficialmente. Na próxima quarta-feira (12), Lúcia Stumpf passa o bastão para o estudante Augusto Chagas, que assume a presidência da entidade.

A gestão do biênio 2009-2011 tem grandes desafios pela frente e compromissos firmados no último Congresso da UNE. Entre as prioridades está a aprovação da Reforma Universitária da UNE, que já está na Câmara dos Deputados.

"A luta por uma universidade democrática é uma das prioridades dessa gestão", afirma o novo presidente da entidade. A UNE luta por uma reforma capaz de tornar democrática a universidade brasileira, garantindo não só o acesso, mas também a permanência dos estudantes.

Agende-se!

Posse da Nova Diretoria da UNE 2009-2011

Data: 12 de agosto, 15h00

Local: Câmara dos Deputados -Auditório Freitas Nobre

Globo se alia aos EUA por bases americanas e contra pré-sal

A TV Globo mais uma vez deu o ar de sua graça subserviente quando da passagem pelo Brasil do general James Jones, assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama.

Por Mário Augusto Jakobskind, no
Direto da Redação

O âncora de um dos jornais da emissora, Wiliam Wack, fez uma entrevista do gênero convescote para o militar mostrar que os Estados Unidos estão muito a fim das riquezas petrolíferas do pré-sal e com “toda generosidade” (na visão da Globo, claro) oferecer “armas de última geração” para as desequipadas Forças Armadas brasileiras.

De quebra, o entrevistador levantou a bola para o general justificar as bases militares estadunidenses que estão sendo instaladas na Colômbia, embora Obama um dia depois tenha dito que não assinou autorização nesse sentido. Waack ainda por cima aproveitou a oportunidade para reforçar a cruzada anti-Hugo Chávez que a mídia hegemônica desencadeia diariamente.


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UNE e UBES se opõem ao financiamento liberado às instituições privadas

Por que as faculdades privadas, que historicamente têm cobrado mensalidades abusivas dos estudantes, agora poderão ser financiadas com dinheiro público?

Essa pergunta resume a indignação da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) com a notícia da concessão de uma linha de crédito para capitalizar as instituições de ensino superior privadas. "Isso mostra, mais uma vez, a necessidade da luta pela regulamentação das instituições particulares prevista no projeto de lei da Reforma Universitária da UNE, que está na Câmara. O Governo investir dinheiro público na universidade privada reforça o modelo atual, com o qual não concordamos", afirma Augusto Chagas, presidente da entidade

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Diretor de Comunicação Nacional da UJS questiona “imparcialidade” da Folha.

Fernando Borgonovi, diretor de Comunicação da UJS, em artigo para o Portal da UJSquestiona o método da folha e sua suposta imparcialidade. Fernando fala em seu artigo de como, durante seu curso de jornalismo, a folha tinha status tão grande que o estudante da faculdade era praticamente obrigado a assinar o jornal da família Frias. Um mito conquistado a partir de uma pretensa pluralidade e uma suposta objetividade que daria ao diário a condição de informar sem tomar posição política, abrindo caminho para que o leitor fizesse seu juízo de valor, qualidades que a cada dia hoje fica evidente que não resistem - e nunca resistiram - a dez segundos de realidade.

Para Justificar tal opinião, Fernando usa como argumento a maneira com que o jornal trata os golpistas hondurenhos. O jornal chama o governo golpista de Interino, (há alguns dias a ditadura militar brasileira ganhou status de “ditabranda” pelo jornal) ao passo que Fidel Castro nunca deixou de ser chamado de Ditador pelo veículo. Ou seja, para Fernando está claro, “independente da opinião do leitor sobre os casos, o fato é para a Folha o pau que bate em Chico não bate em Francisco”.

Tudo isso faz parte de uma tentativa de desmoralizar o avanço democrático na América Latina e deslegitimar o voto popular. A grande mídia tem criado uma concepção de que um novo tipo de ditadura paira sobre a América Latina. Como o papel aceita tudo, questionam a democracia de países como Venezuela, Equador e Bolívia - baseada em consultas diretas ao povo, eleições e referendos - sob a alegação de que são feitas para falsear a vontade popular em prol de tais governos.

Fernando Termina dizendo que “o vicejar da democracia no continente tira o sono das elites e de seus porta-vozes da grande mídia. Para frear a marcha da História, falsificam a verdade, brigam com os fatos, criam verdades em que possam se apegar. Dessa maneira, cada vez mais correm o risco de perder a credibilidade e acabar - como acontece com quem fala demais - dando bom dia a cavalo”.

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5.8.09

EUA cogitam instalar base militar no Recife

A Força Aérea do Pentágono ambiciona instalar uma base na costa do Nordeste brasileiro, perto do Recife, embora julgue difícil consegui-la devido ao "relacionamento político com o Brasil". A notícia veio à luz na esteira do anúncio da criação de três bases militares na Colômbia. O plano da base na capital pernambucana consta de um documento do Air Mobility Command (Comando Aéreo de Mobilidade) sobre estratégias de transporte militar.

Por Bernardo Joffily; colaborou Ronaldo Carmona

Fonte: 'Global en route strategy', Air Mobility Command

O Air Mobility Command (AMC), sediado em Illinois, é um dos Comandos-Maiores da Força Aérea Americana (Usaf). A aeronáutica é arma prioritária dos esforços de guerra do Pentágono desde a Guerra do Vietnã. O documento está no site da Universidade do Ar da Usaf. A especulação sobre uma base no Recife reacende um antigo interesse americano pelo papel estratégico do Nordeste brasileiro, que avança como uma cunha, dominando o Atlântico Sul.
"Zonas de Interesse" na "Guerra Global"

O texto traz a data de 4 de março de 2009, já na administração Barack Obama; mas considera que desde o 11 de Setembro de 2001 os Estados Unidos estão em "Guerra Global Contra o Terror" (chamada, familiarmente, pela sigla em inglês, Gwot) e trabalha com a Estratégia de Segurança Nacional elaborada pelo governo George W. Bush. Seu foco é um plano estratégico de mobilidade militar aérea, que cobre todo o planeta e tem abrangência té 2005.

Segundo o Comando Aéreo, as "zonas de hostilidade ou instabilidade" no mundo, que constituem "Zonas de Interesse" do Pentágono são: Oriente Médio, Sudeste Asiático, Coreia, África, Eurásia e Indonésia. Veja a figura 1, reproduzida do documento Global en route strategy, do Air Mobility Command.

Problemas no no flanco sul-atlântico

Todas as zonas citadas ficam distantes do Brasil. Mas logo se verá que, na cabeça dos generais americanos, as rotas até elas podem passar, por exemplo, pelo Aeroporto Internacional do Recife.
Os estrategistas do Comando Aéreo trabalham com duas rotas de acesso às "Zonas de Interesse", pelos oceanos Atlântico e Pacífico. A primeira delas tem à sua disposição, ao norte e ao centro, as numerosas bases da Otan na Europa. O texto elogia em especial as virtudes "únicas" da Base Naval de Sigonella, na Sicília.
Mas a variante sul tem problemas: conta apenas com a base anglo-americana na minúscula Ilha de Ascensão (900 habitantes), no Atlântico Sul, e a base de Camp Lemonier, no Djibuti, pequeno país de meio milhão de habitantes no nordeste africano, às margens do Mar Vermelho, única infraestrutura permanente que o documento adota em todo o Continente Negro.

A dificuldade no flanco sul-atlântico conflita com o "novo paradigma" de guerra aérea ("não linear e não contíguo", ao contrário da Guerra Fria), que "aparentemente será muito mais exigente em mobilidade aérea para deslocamentos, abastecimento e manutenção".

Conforme o documento, o avião prioritário para essa função será o C17 Globemaster. Este tem raio de ação de 3.700 quilômetros, ou 6.500 km numa viagem "ponto a ponto" (sem precisar retornar à mesma base). Isto permite alcançar a maior parte do mundo, a partir do território dos EUA, com exceção da parte sul da Ásia, da Oceania e do sul-sudeste da África [figura 1]. É onde a América do Sul entra no documenro da Usaf.

Queixa sobre "relação política com o Brasil"

"Incluir a América do Sul em uma estratégia de rotas globais cumpre dois objetivos: ajuda a efetivar a estratégia de engajamento da região e auxilia na mobilidade da rota para a África. Infelizmente, uma estratégia de engajamento sul-americano que inclua facilidades aeroportuárias não está disponível", lamenta o documento.

O Air Mobility Command refere-se à base de Palanquero (uma das três cedidas dias atrás pelo governo colombiano de Alvaro Uribe) como uma "locação de segurança cooperativa". Destaca que a partir dela "cerca da metade da América do Sul pode ser coberta por um C17 sem necessidade de reabastecimento". Agrega que "com reabastecimento de combustível disponível no destino, um C17 pode cobrir toda a América do Sul, exceto a região do extremo sul do Chile e Argentina".

Também são citadas as bases já existentes em Porto Rico e nas Ilhas Virgens, no Caribe. Ambas não dependem de acordos internacionais, pois trata-se de territórios sob controle dos EUA.
Surge então o problema: nenhuma delas permite que os C17 chegue à base de Ascenção, porta de entrada para a África. "O Comando Sul dos EUA, na tentativa de obter acesso à África, colocou que Caiena, na Guiana Francesa, poderia servir como uma possível base. O Comando também considerou o acesso ao Aeroporto do Recife, Brasil", diz o documento.

"No entanto, a relação política com o Brasil não tende aos necessários acordos", diz o texto. Queixa-se ainda de que a distância entre o Recife e a grande base aérea americana de Charleston, na Carolina do Sul, chega a 7.600 km, fora do alcance dos C17, o que exigiria outra escala.

O precedente da Base de Natal

A ducha fria sobre a "relação política com o Brasil" não leva o Air Mobility Command a descartar a "hipótese". O último capítulo do texto, Chaves do sucesso, diz que "uma estratégia de engajamento diplomático de longo alcance é necessária para garantir a habilidade de perseguir esta estratégia". E volta a citar a América do Sul, aventando o possível uso de aeroportos comerciais da região por aviões da Usaf.

"Finalmente, a estratégia não pode ser estática", adverte ainda o documento. Recomenda a respeito que o Air Mobility Command promova a cada dois anos "uma ampla revisão" da temática, optando entre prossegui-la, introduzir ajustes ou modificá-la por completo.
Caso a hipotética base americana no Recife viesse a se instalar, não seria a primeira. Os EUA já tiveram uma base aérea, em Natal (RN), motivados pela mesma condição nordestina de cunha do Atlântico Sul, embora com curta duração.

A base foi implantada em 1942, como parte das operações da 2ª Guerra Mundial, em que os EUA e o Brasil compuseram o bloco dos Aliados contra o Eixo nazifascista. A base foi partilhada entre a FAB e a Usaf, que operava o seu setor leste. Além das missões de patrulha no Atlântico Sul, os americanos montaram através dela uma verdadeira ponte-aérea para o norte da África, a fim de abastecer as tropas aliadas.

Quando a 2ª Guerra acabou, o Pentágono bem que tentou permanecer em Natal. Mas a aliança antinazista cedera lugar à Guerra Fria e os brasileiros logo mudaram de opinião sobre a base. Os militares americanos reclamavam que eram hostilizados em brigas de rua (o que ocorria também no Rio, quando aportavam navios de guerra dos EUA), sutilmente estimuladas pelos comunistas e outras forças incomodadas por aquela presença militar estrangeira em tempo de paz. Meses depois a Usaf se foi e toda a base passou a pertencer à FAB.

Outro episódio, mais recente (embora apenas indiretamente ligado a esforços de guerra), envolveu a base brasileira de Alcântara, no Maranhão. O governo Fernando Henrique Cardoso havia proposto o uso da base por foguetes americanos e a proposta já tramitava no Congresso. A retirada do texto do acordo foi uma das primeiras medidas de política externa do governo Lula, em abril de 2003.

Veja a íntegra da apresentação do Air Mobility Command em duas partes:


MP pede indiciamento da tucana Yeda Crusius


O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil de improbidade administrativa nesta quarta-feira (5) contra a governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), e outras oito pessoas. A ação é resultado da Operação Rodin, que investigou desvios no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O MPF pediu a perda dos cargos das pessoas citadas, suspensão dos direitos políticos.

Matéria alterada às 18h para acréscimo de informações

As outras oito pessoas incluídas no processo são Carlos Crusius (marido da governadora), deputado federal José Otávio Germano (PP), deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, Walna Villarins Meneses (assessora da governadora), Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual), Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda).

Pesam sobre eles acusações de enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho. Entre outras coisas, a ação pede o afastamento dos denunciados que ocupam cargos públicos enquanto perdurar o processo, o bloqueio de bens dos mesmos, e a quebra de sigilo envolvendo as provas pertinentes ao processo.

A ação civil de improbidade administrativa prevê as seguintes sanções: perda dos bens adquiridos ilicitamente, ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos, perda do cargo ou função pública, suspensão dos direitos políticos por um período de 8 a 10 anos, pagamento de multa civil e proibição de contratação com o setor público.

Os procuradores que participaram da coletiva (foto acima) não apresentaram maiores detalhes sobre as acusações, destacando que isso só poderá ocorrer após a manifestação da Justiça Federal. Segundo o MP Federal, as acusações referem-se a uma segunda etapa das investigações em torno da fraude no Detran, com novos elementos relativos à destinação de dinheiro público para partidos e pressões exercidas por governos.

O caso está nas mãos da juíza Simone Barbisan Fortes, de Santa Maria, que notificará os denunciados para que apresentem sua defesa preliminar. A juíza decidirá também sobre o pedido de quebra de sigilo em torno das provas relativas ao processo. A ação do MP Federal tem mais de 30 volumes, com 1.200 páginas e 20 mil ligações telefônicas analisadas.

O MP Federal também confirmou que encaminhou uma representação à Procuradoria Geral da República, relativa à casa que a governadora Yeda Crusius comprou logo após o segundo turno da campanha eleitoral de 2006. Além desta, há outras representações na PGR sobre o mesmo tema.
Na coletiva, o procurador Adriano Raldi afirmou que ''não haverá moleza para esses réus''. O procurador Ivan Cláudio Marx lamentou que mais uma vez ele e seus colegas tenham de vir a público ''para anunciar que existe corrupção no Estado''.

4.8.09

Bases dos EUA na Colômbia ameaçam segurança do Brasil

O fato de eu ser paranoico não significa que não esteja sendo perseguido", lembrou o chanceler brasileiro, Celso Amorim, em entrevista nesta domingo (2) na Folha de S.Paulo, em bem humorada citação de Millôr Fernandes. Ele se referia às bases militares que os Estados Unidos pretendem construir na Colômbia, país que tem 1.644 km de fronteira com o Brasil, em áreas remotas da selva amazônica.

Não é só Amorim; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou em público sua "preocupação" com o que é, evidentemente, um problema, grave, de segurança nacional.

Por Bernardo Joffily

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3.8.09

14 de Agosto é dia de luta em Chapecó

31 de Julho de 2009

Os movimentos sociais prometem grandes manifestações nas capitais brasileiras, e nas principais cidades do país, para o próximo dia 14 de agosto - data definida como Dia Nacional de Luta.

Em Chapecó, as centrais sindicais movimento estudantil se reúniram na sexta-feira (31) para preparar a mobilização.Nas bandeiras de luta, as centrais têm unidade e vão estar juntas na defesa do emprego, contra as demissões em massa, pela ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e direitos, contra a privatização da CELESC, copntra o aumento abusivo do passe de onibus, contra o bloqueio do cartão de estudnate no final de semana e das 00:00 as 6:00 da manha, pelo fimd o vestibular, em defesa da petrobrás e das riquezas do pré-sal.

Mas, ao lado disso, outras reivindicações históricas permanecem na agenda dos trabalhadores: redução dos juros, fim do superávit primário, reforma agrária e urbana, fim do fator previdenciário, em defesa da Petrobrás e das riquezas do pré-sal, por mais investimentos em saúde, educação e moradia, pela continuidade da valorização do salário mínimo, contra o golpe de estado em Honduras e pela solidariedade internacional aos povos.

Para a União da Juventude Socialista dia 14 é dia de mobilizar toda a juventude para estar presente na manifestação, as consequências causadas a juventude são graves, são os jovens quem mais sofrem com essa crise.

União da Juventude Socialista Chapecó

Reunião da UNE define novos diretores

No encontro foram definidos os integrantes da diretoria que estará a frente desta gestão
No último sábado (1), aconteceu a reunião que definiu os membros que integrarão a nova diretoria da UNE para o biênio 2009-2011. A eleição do novo presidente da entidade ocorreu durante o 51º Congresso da UNE, realizado em Brasília, entre os dias 15 e 19 de julho. Estudantes-delegados de todo o país elegeram as chapas que poderão indicar os novos integrantes de acordo com a porcentagem de votos que receberam.

O 51º Congresso da UNE passou por um processo eleitoral amplo e mais democrático. 92% das universidades no Brasil elegeram representantes para o fórum máximo de deliberações da UNE. Cada Universidade elegeu democraticamente por meio de eleições diretas seus delegados, a quantidade de representantes foi equivalente ao número de alunos da instituição.

Foram inscritos no Congresso, 3001 delegados, alcançando 2809 votantes, sendo que a chapa vencedora "Avançar nas mudanças" recebeu 2018 votos enquanto o segundo colocado, a chapa “Oposição de Esquerda” teve 410 votos e 354 votos a chapa “Mude”.

A presidência de Augusto Chagas, representante da chapa "Avançar nas mudanças", é a única definida até o momento. As 85 diretorias foram definidas conforme a equivalência de votos alcançados, apenas as três primeiras chapas elegeram diretores. Em breve o EstudanteNet publica o nome dos novos diretores.

Da Redação

Em luta por direitos, vigilantes realizam caminhada

Ato reuniu mais de 200 trabalhadores da região. Objetivo é a sensibilização da população sobre os direitos da categoria

Chapecó – Trabalhadores de vigilância e segurança de toda região estiveram em Chapecó, na manhã de sábado, para realizar uma mobilização. Com faixas e cartazes, mais de 200 trabalhadores iniciaram uma caminhada na Praça Coronel Bertaso e desceram a avenida Getúlio Vargas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Vigilância e Segurança Privada de Chapecó e Região (Sinvig), Maximino Costa, “a mobilização é para sensibilizar a sociedade para que os parlamentares votem favorável a questão do adicional de risco”. O encontro também teve como objetivo “dizer à sociedade que o vigilante é um trabalhador”, complementa. De acordo com Costa, o adicional de risco foi retirado dos direitos desta classe de trabalhadores, em meados da década de 90.

1.8.09

STF nega liminar contra as cotas na universidade

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou nesta sexta-feira (31) o pedido de liminar ajuizado pelo partido Democratas (DEM) para suspender a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) de cotas para admissão de vestibulandos negros.

"Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento não há urgência a justificar a concessão da medida liminar", afirmou Mendes.
O caso ainda será julgado no mérito pelo plenário da Corte, mas até lá os procedimentos de matrícula na universidade poderão seguir normalmente.

"A interposição da presente arguição ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2/2009, quando já encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas. Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade."

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegavam que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Entretanto, os pareceres encaminhados ao STF pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Advocacia Geral da União (AGU) foram contrários à ação.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ressaltou que a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade”.

Gurgel citou em seu parecer que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, das quais 32 prevêem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros. Segundo o procurador-geral, a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF “atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade”.
O parecer enviado pela AGU defendeu a política de cotas como uma obrigação do Estado brasileiro, respaldada na Constituição e fundamental para a redução das desigualdades no país.