30.10.09

Seminário que discute as universidades comunitárias termina com a confecção da Carta de Florianópolis

As discussões em torno da construção de um marco regulatório para as universidades comunitárias, com enfoque especial para o sistema Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), continuaram na tarde de hoje (29). O tema foi debatido no seminário “O sistema Acafe e as universidades comunitárias”, aberto na manhã de hoje (29), no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa.

O deputado Pedro Uczai (PT), solicitante da reunião, explicou que a universidade comunitária é um novo modelo de universidade. “Trata-se de uma iniciativa da sociedade civil, sem fins lucrativos, isto é, não tem sua existência e atuação apoiada em interesses do capital. É uma universidade comunitária pública não-estatal”.

Uczai ainda comentou que há um projeto de lei em tramitação na Câmara Federal que visa diferenciar as comunitárias das instituições particulares e estatais, e criar a figura de um ente jurídico capaz de receber recursos públicos para o desenvolvimento de projetos e participar de editais juntamente com universidades estatais.

O representante do Ministério da Justiça, consultor jurídico Rafael Favetti, afirmou que alguns pontos precisam ser esclarecidos. “Algumas tarefas precisam ser resolvidas, como esclarecer o que é uma universidade comunitária, o que a distingue das outras, o que ela não pode virar e como serão realizadas as captações de recursos do poder público que ela pode, deve e tem que ter?”. Favetti acredita que essas questões precisam ser respondidas porque grande parte dos deputados não conhecem o termo universidade comunitária.

Representando a União Catarinense dos Estudantes (UCE), Pedro Vitor alertou os participantes da reunião que Santa Catarina possui o pior índice do país de vagas públicas nas universidades. “As universidades comunitárias estão perdendo seu espaço. É necessário que mostrem sua diferença fortalecendo seu tripé: extensão, pesquisa e educação”. O estudante fez outras solicitações, como a eleição dos dirigentes das universidades através do voto direto e também cobrar com mais vigor a função de desenvolvimento regional das universidades comunitárias. “Muitas estão perdendo o foco e não estão atendendo as demandas das comunidades onde estão inseridas”.

Carta de Florianópolis

No final do evento foi formatada a Carta de Florianópolis, que explica como funciona uma universidade comunitária e o que ela precisa. Conforme diz o texto, a cobrança de mensalidade das Instituições do Sistema Acafe é realizada com objetivo totalmente distinto das Instituições Particulares/Privadas. Esta cobrança ocorre principalmente em virtude da incapacidade do Estado e dos municípios de manter integralmente os seus orçamentos para que possam avançar no ensino de qualidade, da pesquisa e da extensão tão necessária para a promoção do desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.

Por fim, a carta solicita, por parte das lideranças políticas do Estado, “o efetivo reconhecimento do Sistema Comunitário Catarinense como Instituições Públicas que cumprem uma função que vai muito além das atividades de ensino, e que assim sendo, possam ser consideradas políticas de alocação de recursos para sua manutenção, que é, em última instância, a manutenção de um modelo de desenvolvimento sustentável reconhecido como exemplar, como é o do Estado de Santa Catarina perante o Brasil”. (Graziela May Pereira/Divulgação Alesc)

http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=22277
29 de outubro de 2009

UNE comemora: Senado aprova o fim da DRU na Educação

A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação. Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. “É uma histórica reivindicação da UNE. Bilhões de reais eram subtraídos da Educação. O desafio agora é debater a aplicação dos recursos”, declara o presidente Augusto Chagas.

Na noite desta quarta-feira (28), a Educação obteve mais uma vitória: foi aprovada por unanimidade pelo plenário do no Senado Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre o orçamento da Educação. A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento a destinação dos recursos.

Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação (MEC) terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. Em 2010 serão R$ 7 bilhões a mais (as reduções da incidência são gradativas: de 12,5% e 5%, em 2009 e 2010, respectivamente). Em 2011, quando não haverá mais a incidência do mecanismo, especialistas estimam que os recursos disponíveis devem saltar para R$ 10,5 bilhões.

“Agora é pra valer. Está extinta a DRU, que vinha subtraindo bilhões da Educação. A UNE sempre foi contra esse mecanismo, desde sua criação. Os estudantes têm muito o que comemorar com essa aprovação", afirma Augusto Chagas, presidente da entidade. Para Chagas, um bom desafio que temos adiante é o debate sobre como aplicaremos esses mais de 10 bilhões de reais que, em alguns anos, serão somados à educação brasileira. "Mesmo com os avanços do último período, nossa educação passa por muitas dificuldades: há cerca de 14 milhões de analfabetos no Brasil, a média de escolarização ainda é bastante baixa - 7 anos -, nossas escolas estão precárias e a remuneração dos professores deixa a desejar", enumera. O presidente da UNE alerta que muitos jovens estão excluídos atualmente, o que se deve à falta de recursos. "O fim da DRU vai contribuir para que possamos superar essas debilidades", concluiu.

Histórico da PEC

A PEC 96/2003, de autoria da senadora Idelli Salvatti (PT-SC) já havia sido aprovada em dois turnos pelo Senado, mas voltou à Casa porque a Câmara dos Deputados, em setembro deste ano, incluiu a obrigatoriedade da educação básica e gratuita para crianças e jovens de 4 a 17 anos. De acordo com o projeto, esta medida será colocada em prática gradativamente até 2016. Hoje, a lei exige a oferta de educação básica para crianças de 6 a 14 anos.

O que é a DRU?

A DRU ou Fundo Social de Emergência, como foi denominada na época de sua criação (em 1994, pelo governo Fernando Henrique Cardoso), destinava-se à desvincular 20% do produto da arrecadação de todos os impostos e contribuições da União, incluindo as receitas vinculadas ao ensino. Apesar de ter sido aprovada como algo transitório, ela vinha sendo prorrogada desde então a partir de Emendas Constitucionais (EC).

Da Redação, com informações da Agência Senado

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28 de outubro de 2009

UNE e UBES a caminho de casa!

Comissão da Câmara dos Deputados aprova por unanimidade PL que reconhece a responsabilidade do Estado e indeniza a UNE pela destruição de sua sede no Rio de Janeiro durante a ditadura. “Isso nos entusiasma a batalhar pela aprovação definitiva”, comemora Augusto Chagas.

Aprovado por unanimidade na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3931/08 que reconhece a responsabilidade do Estado na destruição – pela ditadura - da sede da UNE e da UBES que existia na Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro.

Estudantes e a diretoria da UNE acompanharam nesta quarta-feira, 28, a sessão na Câmara. A mobilização e pressão dos estudantes garantiram que todos os parlamentares fossem favoráveis ao Projeto de Lei, que já tramita na Casa desde o final de 2008.


“Hoje demos mais um passo importante numa luta de décadas. Reconstruir a sede da UNE é uma vitória dos estudantes e da democracia brasileira", comemorou Augusto Chagas, presidente da entidade, que coompletou: "o PL ter sido aprovado por unanimidade demonstra o apelo deste projeto e nos entusiasma a batalhar pela sua aprovação definitiva”.

Relator do projeto, o deputado Cláudio Vignatti comentou que o processo de negociação na Casa está bem maduro, e mostra também o interesse do governo na aprovação. "A proposta é adequada do ponto de vista orçamentário. Os recursos já estão garantidos", disse Vignatti, que mencionou ainda a presença da UNE na votação. "Os estudantes que compareceram na sessão foram um instrumento a mais de convencimento e ajudaram a buscar a aprovação", completou Vignatti afirmando que a pressão da UNE foi importantíssima.

“Vencemos uma batalha. Isso significa que existe a disposição dos parlamentares para o aprofundamento da democracia e pelo resgate da história do movimento estudantil”, afirmou diretamente da Câmara Marcela Rodrigues, diretora de Relações Institucionais da entidade.

Para o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o Estado brasileiro tem buscado fazer justiça àquelas pessoas que tiveram, de certa maneira, sua trajetória de vida interrompidas pela ditadura militar. “Este ‘reparo’ é feito de maneira individualizada - no caso das indenizações aos anistiados - e deve ser assim mesmo. Porém, a construção da sede da UNE e da UBES é uma compensação para todo o país, que sofreu com este período. A reconstrução de nossa sede representa o símbolo maior na construção de um pais mais democrático e justo com seu povo”, complementou Ismael Cardoso, presidente da UBES.

Acompanhe os próximos passos do PL pelo portal EstudanteNet!

Clique aqui e saiba mais sobre a luta do Movimento Estudantil pela reconstrução de sua sede, na Praia do Flamengo, 132, Rio de Janeiro.

Conheça na íntegra o PL-3931/2008

20.10.09

Reunião da diretoria plena UNE 2009/11


Durante todo o final de semana a diretoria plena da UNE esteve reunida em Brasília para debater e aprovar um conjunto de resoluções que direcionarão as ações da entidade no próximo período – no âmbito nacional e internacional.


(Em breve as resoluções estarão disponíveis para download)

Entre as diversas decisões tomadas está uma atuação mais forte na área de Direitos Humanos, com a proposta de criação de pasta específica sobre o assunto, que deverá ser absorvida pelo atual primeiro diretor de Extensão Universitária, Rodrigo Mondego, do Rio de Janeiro. O estudante de Ciências Sociais da UFRJ convocou na reunião a mobilização do movimento estudantil para o 1º Seminário de Direitos Humanos da UNE, agendado em principio para maio de 2010, na capital fluminense.


Leia mais www.une.org.br

Justiça cassa 13 vereadores de SP, todos da base demo-tucana


O juiz Aloísio Sérgio Resende Silveira, da 1ª Vara Eleitoral de São Paulo, cassou o mandato de 13 vereadores e um suplente da Câmara Municipal de São Paulo acusados de receber doações irregulares de campanha do setor imobiliário. Com a decisão, a Câmara perde quase um quarto de seus 55 membros. Cabe recurso da sentença.

Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Carlos Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Domingos Dissei (DEM), Gilson Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP). Eles também ficarão inelegíveis pelos próximos três anos.

Leia matéria completa www.vermlho.org.br

16.10.09

Blitz da UNE agita o Congresso Nacional


Estudantes mobilizam os corredores da Câmara dos Deputados para divulgar entre os parlamentares a proposta da UNE, que defende 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-sal para a Educação. Senadora Ideli Salvatti e o presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) “vestiram a camisa”.


Comitiva da UNE com Haroldo Lima, presidente da ANP

Agitação marca a manhã desta quinta-feira no Congresso Nacional. A Comitiva da UNE, com representantes vários estados, esteve na audiência pública que discutia o novo marco regulatório para o Pré-sal. A entidade apresentou ao presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, sua proposta, que defende 50% do Fundo Social do Pré-sal seja investido na Educação, assim como um novo marco regulatório para a extração do petróleo, que garanta o patrimônio nacional.

Haroldo Lima lembrou com bastante entusiasmo de sua atuação como militante, nos anos 60, e concordou com os argumentos do presidente da UNE, Augusto Chagas, sobre a importância de que essa riqueza seja revertida aos brasileiros. “é preciso debater o que vamos fazer com o petróleo. Outros países com grandes reservas do óleo não conseguiram distribuir a riqueza”, disse.

Por uma nova lei do petróleo no Brasil - A UNE mencionou ainda que é essencial o fortalecimento da Petrobras e a retomada do controle estatal sobre a exploração do petróleo.

Educação é pauta no Senado

Na sequência, diretores da entidade foram recebidos pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), histórica defensora da educação. Augusto Chagas explicou para Ideli a proposta da UNE e conquistou o apoio da parlamentar. “Nunca é desperdício aplicar recursos no conhecimento, que é a educação, afirmou Ideli Salvatti. Para a UNE, o Fundo Social deve ser investido em áreas estratégicas para a a Nação, sendo que a educação é fundamental para o desenvolvimento de um país, que deverá ser construído com um Estado forte.

É necessária uma nova lei do petróleo, para garantir a democratização da riqueza”, comentou Chagas ao mencionar também a relevância da aprovação do PL do Marco Regulatório para a exploração do óleo.

Leia registro da visita dos estudantes no gabinete da senadora no site do Senado: Agência Senado

Sucesso no primeiro dia de mobilizações no Congresso Nacional

Augusto Chagas e o deputado Rodrigo Rollemberg. Comitiva da UNE após conversa com Brizola Neto.

Na quarta-feira, 14, a comitiva da UNE foi recebida pelos presidentes de três das quatro comissões que discutem os Projetos de Lei sobre o Pré-sal: deputado Brizola Neto (PDT-RJ), da comissão que cria a Petro-Sal; Arlindo Chinaglia (PT-SP) do PL que muda o sistema de concessão para o de partilha na exploração e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), da comissão que trata da criação do Fundo Social do Pré-sal.

Hoje conseguimos apresentar a campanha da UNE aos principais articuladores dos PLs para o Pré-sal. A disposição em nos receber demonstra que a proposta da UNE tem eco no Congresso”, comemorou Augusto Chagas. Os estudantes ainda pretendem conseguir uma audiência com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer.

Os primeiros estudantes chegam em Brasília para participar da blitz.

Da Redação, de Brasília.

Com chapa única "Fora Yeda Já", estudantes gaúchos reorganizam UEE-RS

Em Congresso realizado no último final de semana, a União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul, fundada em 1939, foi reorganizada. Com grandes histórias de lutas, como a campanha da legalidade e pelas "Diretas já", há mais de 20 anos a entidade passava por dificuldades. A UJS, em conjunto com outras forças políticas, jogou papel fundamental na reorganização.

O Congresso contou com a participação do presidente da UNE, Augusto Chagas, que presidiu o evento. A UEE-RS, nesta primeira gestão, contará com dois coordenadores gerais: Rodrigo da Luz de Jesus, acadêmico de jornalismo da Universidade de Cruz Alta, militante da UJS, e Henrique Porto Lusa (Pulga), da Universidade de Caxias do Sul, que participa do movimento Kizomba.

Marcado pela unidade de todas as forças participantes, o Congresso teve uma única chapa inscrita, de nome “Fora Yeda Já”, que foi eleita de maneira unânime.

Viva o MST!

João Guilherme Vargas Netto *


Vocês podem não concordar comigo, mas admiro, apoio e defendo o MST. Ou, como eles dizem, sou amigo do MST.



Em seus 25 anos de lutas, o movimento conseguiu fazer de sua plataforma- a reforma agrária e a posse da terra pelo trabalhador- um tema essencial da vida brasileira.

Na dureza das condições em que vivem milhões de camponeses, mesmo os recém-chegados nas cidades e os assentados, o MST tem conseguido desempenhar um papel civilizador que emociona quem deseja o progresso social, a democracia e o fortalecimento da sociedade brasileira como um todo.

Seus inimigos, os reacionários, os latifundiários e a grande imprensa, são cruéis e bem articulados. Por dá cá aquela palha, tentam incendiar o ambiente e isolar, derrotar, desmoralizar e destruir o MST. Às vezes apóiam-se em erros cometidos; mas na maioria dos casos escondem-se atrás dos assassinatos, das provocações e da repressão brutal.

O movimento sindical dos trabalhadores tem muito a aprender com o MST. Destaco três aspectos:

1) A constância dos objetivos- uma vez estabelecida sua pauta, o MST persegue a sua realização com várias táticas- ocupar, resistir, produzir- que se desdobram no tempo e se adaptam às condições em todas as regiões do Brasil;

2) A qualificação dos dirigentes e ativistas- o esforço permanente é o da formação, desde as crianças até famílias inteiras. As escolas do MST são exemplares e o seu sistema de ensino, baseado na mística e educação de qualidade, ultrapassa com folga as necessidades imediatas do movimento;

3) O espírito de militância- as bandeiras do MST, as mais amplas ou as mais restritas, são ardorosamente levantadas, junto com as foices, em todas as manifestações realizadas, com
constância e consciência.

O movimento sindical dos trabalhadores, com sua experiência unitária e respeitando as diferenças, deveria fazer um esforço urgente de aproximação com o MST e escutá-lo com mais atenção e assiduidade.

www.vermelho.org.br

Mobilizar para a VI Marcha e pela redução da jornada

A Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários será a principal bandeira da VI Marcha da Classe Trabalhadora, convocada pelas centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT e CGTB) para 11 de novembro, no Distrito Federal.

As centrais pretendem mobilizar dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, em Brasília, em apoio à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 231/95, dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados. A perspectiva dos sindicalistas é de que vá à votação em plenário ainda este ano.

A marcha em Brasília demonstra a crescente unidade do movimento sindical em defesa dos direitos e interesses da classe trabalhadora e reforça a necessidade de realizar a nova Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora).

A luta pela redução da jornada sem redução de salários é uma prioridade da CTB. As lideranças da Central nos Estados não devem poupar esforços para garantir o sucesso da marcha e uma presença marcante dos classistas no Distrito Federal, dia 11 de novembro.

Portal CTB

9.10.09

UNE e Ubes querem 10 mil em ato por 50% do pré-sal para Educação

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) preparam uma "blitz" no COngresso Nacional na próxima semana e pretendem reunir cerca de 10 mil estudantes em Brasília no mês de novembro, para um ato em favor do uso de 50% da verba do fundo social do petróleo da camada pré-sal em projetos de educação.

Agência Brasil

Manifestação durante Congresso da UNE, em 2009, em defesa da Petrobrás

Nos dias 13 e 14 de outubro uma tropa de diretores da UNE, Ubes e ANPG farão uma "blitz" no Congresso Nacional. O objetivo da ação é colher assinatura de parlamentares em apoio ao projeto de Emenda dos estudantes que reserva 50% para a Educação da verba prevista no PL do Fundo Social do Pré-Sal, encaminhado pelo Poder Executivo às Casas Legislativas.

“É a oportunidade de um novo período de desenvolvimento para nosso país e lutaremos para que isso de fato ocorra”, defende Augusto Chagas, presidente da UNE. Além de defender a porcentagem do fundo para investimentos em Educação, os estudantes pressionam o Congresso também pela aprovação de um novo marco regulatório do petróleo, com o monopólio estatal.

Além das assinaturas, as entidades estudantis já marcaram duas reuniões públicas com o objetivo de dar força à bandeira. A primeira é o deputado Brizola Neto (PDT/RJ), presidente da Comissão de Participação Legislativa da Câmara, responsável por receber emendas e outras peças legislativas de autoria de organizações da sociedade civil. A segunda reunião é com o relator desta mesma comissão, o deputado Antônio Palocci (PT/SP).

10 mil pela Educação

Depois da jornada institucional, UNE, Ubes e ANPG manterão um contigente de dirigentes em Braília para visitar escolas e universidades apresentando a bandeira de 50% da verba do fundo social do pré-sal para a Educação e mobilizando para um ato que pretende reunir pelo menos 10 mil estudantes na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de novembro.

O presidente da Ubes, Ismael Cardoso, ressalta que o objetivo da atual campanha das entidades estudantis "é interiorizar esse debate, como nós fizemos no fim da década de 1940, início da década de 1950, com a campanha O Petróleo É Nosso”. A bandeira é pauta de debates e mobilizações do Congresso da entidade, que ocorre na primeira quinzena de dezembro em Belo Horizonte (MG).

O projeto que cria o Fundo Social, enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro do pacote de regras do pré-sal, recebeu mais de 200 emendas até o dia 18 de setembro, prazo limite para que os deputados as apresentassem. Caso as alterações no Fundo Social sejam aprovadas, parte do dinheiro poderá ir para a demarcação e titulação de áreas de quilombolas, para assistência à agricultura familiar, para o desenvolvimento do esporte, para o sistema penitenciário, para o setor de saúde e para a promoção da igualdade de gênero, raça e etnia, entre outras destinações sugeridas pelos deputados.

Para o presidente da ANPG, Hugo Valadares, não há contradição em defender 50% do fundo para a Educação e cobrar mais investimentos também em Ciência e Tecnologia e Inovação ou em outras áreas. Hugo defende que a Educação é transversal: "não tem como fazer investimentos maciços em Ciência, Tecnologia e Inovação, por exemplo, sem investir em Educação. As coisas estão diretamente relacionadas. Para aumentar a produção de pesquisa no país precisamos qualificar mais gente, melhorar a qualidade dos cursos de pós-graduação e outras demandas que dependem de uma boa base educacional".

De São paulo, Luana Bonone

UJS mobiliza para 1º Salão Nacional de Divulgação Científica

A frente de jovens cientistas vem crescendo na UJS, tendo filiado ao menos 300 jovens na última reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Secundaristas, universitários e pós-graduandos de todo o país participam de eventos científicos, são bolsistas, desenvolvem projetos e buscam construir um Brasil melhor tendo como parceira a ciência.

O papel da União da Juventude Socialista é conquistar as mentes e corações destes jovens para construírem o socialismo com a nossa cara, verde e amarelo.

Leia mais www.ujs.org.br

Assista o vídeo da TV Vermelho sobre o aniversário de 25 anos da UJS


A recém lançada TV Vermelho, vinculado ao maior portal de internet da esquerda brasileira, esteve na festa dos 25 anos da UJS e produziu um filme sobre a atividade, entrevistando antigos e atuais militantes da entidade. Veja o resultado.






6.10.09

Estudantes protestam contra reajuste das passagens de ônibus em Criciúma


Grupo de 400 jovens bloqueou tráfego no Terminal Urbano Central nesta segunda-feira

Durante uma hora na manhã desta segunda-feira, estudantes interromperam o tráfego de ônibus no Terminal Urbano Central, em Criciúma. Sob os olhos da Polícia Militar (PM), eles protestaram de forma pacífica contra o aumento da passagem do transporte coletivo.

Cerca de 400 estudantes seguravam faixas e vestiram nariz de palhaço, além de fazer barulho com apitos.

Das 8h30min às 9h30min algumas linhas de ônibus foram levadas para a Avenida Centenário e outras foram temporariamente suspensas, até que a manifestação fosse encerrada no pátio do terminal.

O novo valor da passagem, R$ 2,50, passou a valer a partir de hoje. O valor foi reajustado em agosto deste ano, quando a passagem passou de R$ 2 para R$ 2,30 na catraca (em dinheiro).

E a diferenciação para R$ 2,50 estava prevista quando o decreto municipal nº 632, de 31 de julho de 2009, foi aprovado pela prefeitura com base na planilha de custos apresentados pela Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU).

A tarifa diferenciada vale apenas para quem não utiliza os cartões Criciumacard, de bilhetagem eletrônica. Para quem já possui o sistema, com os cartões de estudante, professor ou o vale transporte não haverá qualquer mudança.


Todas as pessoas que utilizarem o cartão Criciumacard Cidadão continuarão a pagar o valor de R$ 2,30 pela passagem. Para quem optar pelo pagamento em dinheiro a passagem cobrada será de R$ 2,50, conforme determinou o decreto.


De acordo com o presidente da ACTU, David Tiscoski, a medida pretende reduzir o volume de dinheiro que circula dentro dos ônibus e consequentemente trazer mais segurança aos passageiros, além de incentivar o uso de cartões, o que torna o embarque mais ágil e a barateia os custos.


Fonte Diário Catarinense

1.10.09

UJS Santa Catarina realiza congresso extraordinário e elege Jouhanna Menegaz presidente

Foi com muita disposição que Itajaí recebeu os militantes da UJS de todas as regiões do Estado, no último fim de semana, para o Congresso Extraordinário Estadual. Foram cerca de 100 jovens, reunidos durante dois dias de intensos debates sobre as perspectivas da juventude catarinense e o período de intensas batalhas que se avizinha.

O Congresso teve início com um ato político que contou com a participação do vereador do PCdoB, Marcelo Werner. Na sequência, a programação seguiu com um debate sobre Conjuntura Política, com destaque para a crise ecômica, o papel do Brasil no cenário internacional e os reflexos da política nacional no Estado de Santa Catarina. Na parte da tarde, dois grupos de trabalho discutiram Movimento Estudantil Universitário e Secundarista, com ênfase no planejamento acerca atuação da UJS à frente da União Catarinense dos Estudantes e o início da campanha para o Congresso da UBES. "Foi um momento bastante importante, pois podemos refletir sobre a nossa atuação neste último semestre e criar condições de uma atuação coordenada para as tarefas que temos cumprir, sobretudo, no que se refere a nossa participação na Conferência Nacional de Educação", salienta Vanderson Rodermel, presidente da UCE.

As atividades política se encerraram com um bate-papo com o secretário estadual de formação do PCdoB SC, Divo Guisoni, que falou sobre o protagonismo da juventude, rememorando episódios da história do país, como a Guerrilha do Araguaia e a participação de jovens em campanhas como o Petróleo é nosso.

O domingo teve início com uma palestra sobre o Pré-sal e o projeto de desenolvimento nacional, ministrada por Alexandre Alves, do Sindicato Nacional dos Petroleiros. Logo após o almoço, teve início a plenária final, que aprovou um planejamento referente a atuação da UJS SC para o próximo período, com metas a serem atingidas e calendário. Na oportunidade também despediu-se de sua atuação na juventude o militante Gustavo Chraim (Buda), que deve assumir outras tarefas nas fileiras do PCdoB.

A plenária elegeu Jouhanna Menegaz, estudante de Enfermagem, presidente da UJS, bem como a nova direção estadual para o período 2009/2010. Segundo Jouhanna, este congresso vem para reestruturar a UJS e constituir um novo momento na atuação dos jovens socialistas em SC. "Em clima de muita unidade estamos construindo um novo período na UJS, com destaque fundamental para a organização e crescimento. Estamos frente ao momento de consolidação de um projeto político nacional e a UJS SC dará contribuição à altura do desafio colocado".


Abaixo segue a lista da direção eleita:

Jouhanna Menegaz (Presidente/ME)
Vanderson Rodermel (Vice-presidente)
Júnior Robson da Silva (Sec. de Organização)
Carina Vitral (Sec. de Finanças)
Rudnei Borges (Sec. de Formação)
Dérique Hohn (Sec. de Comunicação)
André Luiz Grossl
Catiuscia Xavier
Daniel Gaspar
Elvio Izaias da Silva
Felipe Ferandez
Graziele Justino
Marcus Vinicius
Maria Elisa Iwaya
Jonas Samoel