30.12.10

Site da Bienal da UNE já está no ar

Além de conter todas informações sobre o evento, sua história e edições anteriores, site permite inscrições de participantes, credenciamento de imprensa e de voluntários

A partir dessa sua 7a edição, o maior festival estudantil da América Latina contará com um endereço próprio na internet, o www.bienaldaune.org.br, que já está no ar reunindo as principais informações sobre o evento, sua história, edições anteriores e tudo da edição 2011 no Rio de Janeiro. Desde já, o site da Bienal será o principal canal de notícias sobre atrações confirmadas, programação, dicas para os participantes, informações sobre os locais do evento, mapas e outras ferramentas de interação.
Inscrições e credenciamento de imprensa

O site da Bienal da UNE também permite que jovens de todo o país façam a sua inscrição no evento. Basta clicar no link específico, gerar um boleto bancário e efetuar o pagamento. O comprovante deverá ser apresentado no dia de credenciamento, no Rio de Janeiro. Jornalistas, veículos de imprensa, blogs e outros órgãos de comunicação interessados na cobertura do evento também devem se credenciar através do site, a partir do link “Sala de Imprensa”. É necessário preencher algumas informações profissionais e retirar a credencial, no dia 18 de janeiro, na Bienal.
Voluntários

Já estão abertas também as inscrições para voluntários da 7a Bienal, os interessados poderão atuar, durante o festival, nas seguintes áreas Produção e Secretaria, Estrutura, Coordenadoria de Área, Jornalismo, comunicação e cobertura, Lado C e Mobilização. Outras informações também no site da Bienal.

Da Redação

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Presidente LULA: Despedida à Nação Brasileira - 23/12/2010

1930 - Dia do Com que Roupa?


Noel Rosa grava pela Phono-Arte o samba Com que Roupa? O estrondoso sucesso (15 mil cópias) estende-se pelo século. "É sobre o Brasil. O Brasil de tanga", explica o autor.

Noel Rosa - Com que Roupa ?

Ideologia e dominação política também passam pela língua

Marcos Bagno, escritor e linguista brasileiro, deixa à mostra a ideologia de exclusão social e de dominação política pela língua, típica das sociedades ocidentais. “Podemos amar e cultivar nossas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias”.


Por Joana Moncau* para o Brasil de Fato

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=144416&id_secao=11

Líderes mundiais confirmam presença na posse de Dilma

Doze chefes de Estado e outros 11 chefes de governo já confirmaram presença na posse da presidente Dilma Rousseff, no próximo dia 1º. Se os números forem estes, a cerimônia será prestigiada por mais líderes internacionais do que as duas posses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003 e 2007.


Na primeira vez em que Lula foi empossado, compareceram 12 chefes de Estado ou de governo — dois a mais do que os participantes da primeira posse de Fernando Henrique Cardoso, em 1995, mas sete a menos do que os 19 que foram à cerimônia de Fernando Collor de Mello, em 1990.

Para a segunda posse de Lula, não foram convidados chefes de Estado ou de governo, já que a ideia era ampliar a participação da população.

Entre os líderes que confirmaram presença na posse de Dilma, estão o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, além da grande maioria dos presidentes dos países da América do Sul.

Na região, a única que ainda não confirmou se comparecerá foi a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Devem comparecer os presidentes de El Salvador, Mauricio Funes Cartagena; da Guatemala, Álvaro Colom Caballeros; de Guiné-Bissau, Malan Bacai Sanhá; e do Suriname, Desiré Bouterse. Premiês Entre os primeiros-ministros, confirmaram presença os de Portugal, José Sócrates; da Coreia do Sul, Kim Hwang-sik; da Holanda, Gerrit Schotte; da Bulgária, Boyco Borissov; do Haiti, Jean Max Bellerive; do Catar, Abdullah bin Khalifa AlThani; do Senegal, Souleymane Ndéne Ndiaye; do Marrocos, Abbas El Fassi; da Jamaica, Bruce Golding; de São Tomé e Príncipe, Patrice Emery Trovoada; e do Sri Lanka, Ratnasiri Wickramanayake - além do ex-premiê japonês Taro Aso.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, estará em Brasília para a posse de Dilma em nome do presidente Barack Obama. Em 2003, na primeira posse de Lula, quem representou os Estados Unidos foi o então representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick (atual presidente do Banco Mundial).

Segundo o Itamaraty a presença de chefes de Estado e de governo ainda pode ser alterado até o dia da posse.

Fonte: UOL

Foi selecionado para a mostra da 7ª Bienal? Tire aqui suas dúvidas

Confira a lista de dúvidas freqüentes para as diversas modalidades da mostra e para os selecionados na área de Ciência e Tecnologia


Nos últimos dias a Bienal da UNE divulgou a lista dos trabalhos selecionados para a sua 7ª edição, entre os dias 18 e 23 no Rio de Janeiro. Passada a fase de comemoração pelos projetos aprovados nas diversas áreas, é hora de tirar as principais dúvidas sobre a participação na mostra da 7ª Bienal. É muito importante que todos os grupos ou proponentes individuais, dos diversos estados brasileiros, aproveitem esse momento para saber como será o credenciamento, estrutura, informações sobre a programação e outros detalhes da mostra.

Saiba mais http://www.une.org.br/

Estudantes de volta para casa

Seg, 20/12/10 08h58


Presidente Lula participa de ato de lançamento da pedra fundamental para a reconstrução da sede da UNE no Rio de Janeiro.

Tomado à força dos estudantes pelo regime militar, o logradouro Praia do Flamengo, 132 viverá, às 16 horas do dia 20 de dezembro de 2010, um momento histórico. O presidente Lula, num dos seus últimos atos de gestão, irá participar da cerimônia de lançamento da pedra fundamental que dará início à reconstrução da antiga sede da União Nacional dos Estudantes. Com projeto doado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o prédio a ser erguido no endereço traz de volta a “casa do poder jovem”, que desde 1942 foi o centro de organização de grandes mobilizações da juventude, como “O Petróleo é Nosso” e o Centro Popular de Cultura (CPC).

Não só motivo de comemoração e reparação histórica, a retomada da sede da UNE é fruto de uma batalha dos estudantes que teve seu ápice em 2007. No início daquele ano, a diretoria da entidade liderou uma grande manifestação nas ruas do Rio de Janeiro e, posteriormente, ocupou o terreno que havia sido invadido por um estacionamento clandestino. Durante alguns meses, jovens de todo o país armaram um acampamento de resistência e receberam o apoio de diversas personalidades e também do povo brasileiro. Denominada “UNE de volta para casa”, essa campanha foi essencial na obtenção da reintegração de posse necessária para dar andamento às obras do novo edifício.

Estrutura - O projeto de Niemeyer vislumbra um Centro Cultural, que abrigará em seus 13 andares o Museu de Memória do Movimento Estudantil e um teatro, além de salas administrativas e outros espaços destinados a diversas atividades políticas e culturais. Toda a verba da obra virá a partir da indenização garantida pela lei 12.260, de junho de 2010, que reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro na destruição da sede da UNE.

Ao lado de Lula, estarão no ato diversas autoridades políticas, ex-presidentes da entidade, artistas e representantes de setores da sociedade civil. Todos irão prestar homenagens aos milhares de jovens que lutaram pela democracia no Brasil, estes representados na figura de Honestino Guimarães, ex-dirigente estudantil desaparecido nas mãos dos militares em 1973. Em sua memória, um painel ficará exposto na entrada do terreno.

Com informações do Estudantenet.





Informações do 1º Encontro de Grêmios da UBES

Seg, 27/12/10 07h18

Direção da entidade define os últimos detalhes para o evento que acontece no Rio de Janeiro. Inscrições vão até o dia 30/12.



Aconteceu no último dia 17, na sede das entidades estudantis em São Paulo, a última reunião da Diretoria Executiva da UBES e da comissão organizadora do 1º Encontro Nacional de Grêmios Estudantis, que acontecerá no próximo mês de janeiro, entre os dias 15 e 18, no Rio de Janeiro. Na oportunidade, foram discutidos tópicos importantes como valor de credenciamento e alojamento.



O local escolhido para a realização das atividades do encontro de grêmios foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), localizado no bairro Maracanã, zona norte da capital fluminense. As atividades esportivas serão recebidas no Centro de Educação Tecnológica (CEFET), no mesmo bairro.



Saiba mais http://www.ujs.org.br/

6.12.10

Bienal da UNE: histórias além de sete capítulos




O passo a passo das bienais ao longo desses 11 anos, uma ousadia que se tornou o maior festival estudantil evento da América Latina
Faça aqui sua inscrição para a 7ª Bienal da UNE

A 7ª Bienal da UNE dá início, em 2011, à uma fascinante viagem pelos meandros de um importante instrumento de integração social: o samba. Ao longo de 11 anos, desde que surgiu em 1999, as bienais já pautaram temas importantes que casam com as lutas do movimento estudantil, como a herança africana na cultura do país, os vínculos do Brasil com a América Latina, a cultura popular e as raízes de formação do povo brasileiro.

O histórico das Bienais da UNE remonta o próprio percurso da produção artística juvenil ao longo dos anos no Brasil - como se eles interligassem, encontrassem e se confundissem. O Centro Popular de Cultura (CPC), organizado pela entidade na década de 60, por exemplo, é um dos mais bem sucedidos movimentos que revolucionaram a cena artística brasileira.
O CPC, criado no início da década de 1960, no Rio de Janeiro, reunia artistas de distintas procedências: teatro, música, cinema, literatura, artes plásticas etc. O eixo do projeto do CPC se definia pela tentativa de construção de uma "cultura nacional, popular e democrática", por meio da conscientização das classes populares. Participaram do CPC nomes como Cacá Diegues, Ferreira Gullar, Vianinha, entre outros. O golpe militar de 1964 trouxe consigo o fechamento do movimento, a prisão e o exílio político de artistas e intelectuais.
De lá para cá, as questões políticas que envolveram as entidades estudantis - a repressão, a clandestinidade e a reorganização - determinaram um período de instabilidade das atividades culturais ligadas aos estudantes. O trabalho cultural da UNE foi retomado com vigor quando foi criada a primeira Bienal da UNE, em 1999.
"A realização da Bienal foi aprovada no Congresso, no meio de várias realizações. Na verdade, ninguém acreditava muito que sairia do papel. Mas tínhamos na gestão a convicção de que a UNE precisava se modernizar, inaugurar novas formas de comunicação, novas linguagens no contato com os estudantes brasileiros e, para isso, nada melhor do que retomar sua identidade com a cultura nacional. O cenário era de ofensiva neoliberal, um momento difícil. Costumo dizer que a Bienal foi um belo ato de irresponsabilidade que deu certo. Não tínhamos dinheiro, não tínhamos um conteúdo claro, não tínhamos apoio de nada nem de ninguém, mas decidimos, fomos lá e fizemos", conta o presidente da entidade na época, Ricardo Cappelli, o primeiro a realizar uma bienal.
A ideia das bienais deu início à realização de um ousado projeto de resgate do trabalho cultural do movimento estudantil que havia se dissipado ao longo dos anos. A partir dessa data, houve a conscientização da possibilidade de se desenvolver um movimento cultural organizado, levado adiante pela juventude universitária.
Após longa trajetória e seis edições no currículo - todas realizadas com êxito e atraindo mais de 10 mil estudantes - o maior encontro artístico juvenil da América Latina chega a sua 7ª edição.
Abrangendo todas as áreas da produção cultural como música, cinema, teatro, arte digital, literatura e artes visuais, essa edição terá programação voltada para a reflexão do tema "Brasil no estandarte, o samba é meu combate". O propósito é realizar um amplo debate acerca das relações que vão muito além da história musical do país.
"Eu sempre dizia que o principal objetivo da 1ª Bienal era acontecer a 2ª, é que não fosse um evento, mas o início de um novo movimento. Hoje, olhando as edições posteriores e os CUCAs vejo que obtivemos um grande êxito", brinca Cappelli.
A 7ª Bienal celebra os 10 anos do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE, criado a partir da 2ª Bienal, em 2001. Mais do que ser uma experiência semelhante aos antigos CPCs, o CUCA surgiu como instrumento de valorização da cultura nacional dentro das universidades. Nasceu da necessidade de se criar um mecanismo para manter a produção cultural dos estudantes articulada no espaço de tempo entre uma bienal e outra.
Em pleno funcionamento, com atividades permanentes e programação fixa, os CUCAs existentes no país fomentam com vigor um movimento cultural organizado dentro das universidades. Essa rede interliga a ação entre os diversos grupos artísticos instalados nessas instituições e estimula a participação dos jovens na elaboração de políticas públicas para a cultura e na discussão sobre a democratização dos meios de produção, misturando formas e cores, sons, jeitos e expressões de todo o Brasil.
Histórico das seis edições da bienal realizadas pela UNE
A União Nacional dos Estudantes (UNE) foi fundada em agosto de 1937. Após completar 73 anos, ainda em plena forma, a entidade mantém a ativa participação nos principais acontecimentos que sempre influenciaram as mudanças de rumo do país. Na sua história, também está pintada a marca de ser precursora de importantes movimentos da cultura juvenil.
1ª Bienal - Ciência cultura e arte a favor do Brasil
Com a realização da primeira Bienal da UNE, em 1999, na cidade de Salvador, a entidade retomou seu papel de referência no cenário cultural brasileiro e passou a influir novamente nos rumos do debate sobre a elaboração das políticas públicas para a área.
A Bienal reuniu cerca de cinco mil estudantes, além de diversas personalidades do mundo acadêmico, científico e artístico. A diversidade de opiniões sobre a cultura e seus desdobramentos se deu pelo olhar de artistas como Lenine, Chico César, Jorge Mautner e o grupo Racionais MC's (com uma apresentação memorável)
"Daqui a 40 anos vou contar para os meus netos como foi a abertura da 1ª Bienal. Ela foi construída pela turma da escola de circo Picolino, lá mesmo de Salvador, e dirigida por uma atriz e diretora sensacional. Foram vários números circenses lindos. Iríamos homenagear o Ferreira Gullar pela sua história e ligação com o CPC, mas ele não pôde estar presente. Olhamos para o palco um pouco antes de o espetáculo iniciar e vimos na platéia o falecido ator Francisco Milani, que iria palestrar no dia seguinte e decidimos homenageá-lo. Nem ele mesmo sabia, tudo de improviso, e tudo deu certo. Chamamos o Milani ao palco e entregamos a ele uma caixa. De dentro desta caixa bonita saiu uma menina contorcionista, que entregou ao Milani uma bandeira da UNE. O Milani, emocionado [‘fico arrepiado só de lembrar’], pegou a bandeira da UNE com as duas mãos e contou que ele estava dentro do prédio histórico da entidade, na praia do Flamengo, no dia em que a ditadura ateou fogo na sede”, contou Cappelli ao EstudanteNet.
 “Tenho certeza que a grande maioria da platéia não sabia disso, e confesso que nem eu mesmo sabia que o Milani estava lá neste dia triste e histórico. Depois de narrar estes momentos, Milani pegou a bandeira da UNE com força, com as duas mãos e começou a gritar que o que o deixava mais feliz depois de tantos anos era saber que a UNE estava viva, ‘A UNE está VIVA!’, repetia ele emocionado aos gritos. Não preciso dizer que o teatro veio abaixo. Foi difícil encontrar alguém na platéia que não estivesse chorando, emocionado com aquele momento. Foram muitos os momentos marcantes, mas este, pelo improviso, pela força cultural e política, foi o mais marcante", relembra.


2ª Bienal - Nossa cultura em movimento

A iniciativa se consolidou de vez em fevereiro de 2001, com a realização da 2ª Bienal, no Rio de Janeiro, onde começou a discussão sobre uma forma mais contínua de fomentar a produção cultural e artística nas universidades. O "Lado B" (espaço para programação não-oficial) e o "Lado C" (visita e interação com as comunidades dos morros do Rio de Janeiro) foram as grandes novidades. Mas o grande fato que marcou esta edição foi o amadurecimento do trabalho cultural da UNE, que se expressou no lançamento do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE.
Além disso, nesta edição a entidade propôs que as atividades do festival subsidiassem a reflexão do tema "Nossa Cultura em movimento", instigando uma discussão sobre a diversidade cultural brasileira. Desta vez, mais de oito mil jovens participaram. As presenças marcantes foram Augusto Boal, Ziraldo, Oscar Niemeyer, O Rappa e Tom Zé.



3ª Bienal - Um encontro com a cultura popular

A Bienal realizada em Recife, em fevereiro de 2003, veio para consolidar o projeto CUCA e iniciar a formação de uma rede cultural estudantil organizada nas universidades do país. Naquele ano, a partir da temática "Um encontro com a cultura popular", o festival trouxe uma programação que discutiu a identidade cultural do povo brasileiro. Foi o momento também de avaliar a postura do novo governo eleito em relação às políticas culturais e à valorização da cultura popular. Participaram os ministros Gilberto Gil (Cultura), Roberto Amaral (C&T), Alceu Valença, Marcelo Yuka, Mundo Livre S/A e o escritor Ariano Suassuna.

Até que se chegasse à 3ª Bienal, várias ações e intervenções foram realizadas pelo CUCA. Fundou-se em São Paulo o primeiro núcleo do projeto e a partir daí realizaram-se seminários nacionais. Surgiu o jornal "Encucado" e houve a aproximação do CUCA com grupos artísticos. O projeto de artes plásticas PIA (Projeto de Interferência Ambiental) e o grupo Companhia São Jorge de Variedades são exemplos desse novo diálogo. Etapas preparatórias foram realizadas em diversos estados, como a 2ª Bienal da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e a etapa mineira, da UEE-MG, em conjunto com o Festival Coração de Estudante de Música Universitária.



4ª Bienal - Soy Loco por ti América

Em 2005, com o tema "Soy Loco por ti América", a 4ª Bienal teve o propósito de provocar uma reflexão sobre as possibilidades da integração do continente, a partir do diálogo entre a cultura e as diversidades de seus povos. O festival ocorreu em São Paulo, paralelo ao XIV Congresso Latino Americano e Caribenho de Estudantes (CLAE), fato que viabilizou a vinda de grande número de participantes de outros países. O tema do congresso, "Outra América é Possível", reforçou a ideia de unidade e integração latino-americana ao propor mudanças na área econômica, política e social. Personalidades como o ministro da educação de Cuba, Vecinno Alegrete; Aleida Guevara (médica cubana e filha de Che); Enio Candotti; Mino Carta; Aziz Ab'saber; Nação Zumbi e Serginho Groisman marcaram presença.

5ª Bienal - Brasil-África: um Rio Chamado Atlântico

No ano da comemoração de seus 70 anos, a UNE retornou à sua casa natal. A cidade do Rio de Janeiro recebeu no verão de 2007, sob as influências dos Orixás, “Brasil-África: um Rio Chamado Atlântico”. Nesta edição a Bienal vai às ruas e ocupa a região da Lapa e da Cinelândia com seus equipamentos culturais, praças e ruas. Intelectuais como Alberto da Costa e Silva e Abdias do Nascimento, o ministro Gilberto Gil, o escritor angolano Ondjaki, músicos como Martinho da Vila, Lenine, Mr. Catra e Beth Carvalho foram as presenças.
Ao fim do encontro uma imensa Culturata ocupou e retomou a antiga sede da UNE, na Praia do Flamengo 132, um marco na luta dos estudantes.


6ª Bienal – Raízes do Brasil: formação e sentido do povo brasileiro

No verão de 2009, a cidade de Salvador recebeu pela segunda vez, os estudantes brasileiros. A reflexão sobre a formação do povo brasileiro no local onde sua atual conformação se deu, orientaram os debates, num festival carregado por atividades ao ar livre.

Num domingo de sol, o Forte foi palco de uma grande celebração. As duas novidades desta edição foram a incorporação dos estudantes secundaristas nas mostras e no público da atividade, além da realização em conjunto com o Conselho Nacional de Entidades de Base – CONEB da UNE, ampliando o caráter do projeto. Marcelo D2, Alceu Valença, Armandinho e Cordel do Fogo Encantado marcaram presença.

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Patrícia Blumberg e Thatiane Ferrari


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Em dia histórico, UNE e UBES comemoram aprovação dos 50% do pré-sal para educação


Na madrugada desta quinta-feira (2), Câmara dos Deputados aprovou Projeto de Lei que determina que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-sal sejam destinados à Educação

Após meses de ampla campanha realizada em todo o Brasil pelas entidades estudantis em defesa do patrimônio brasileiro, o grito das ruas finalmente ocupou as galerias da Câmara Federal e levou os deputados a uma decisão histórica. Por 204 votos a favor, 66 contra e duas abstenções, o Congresso Nacional aprovou na noite da quarta-feira (1) o projeto de lei do pré-sal que cria o Fundo Social e muda o sistema de exploração do petróleo de concessão para partilha.

Tema original do Projeto de Lei 5940/09, o Fundo Social, criado com a aprovação do substitutivo do Senado, terá recursos da exploração do petróleo do pré-sal para aplicação em programas sociais. O texto aprovado reserva metade do dinheiro para programas de educação. Desse total, 80% deverão ser direcionados à educação básica e infantil.

As entidades UNE, UBES e ANPG comemoram a aprovação do projeto como uma vitória histórica para os estudantes, professores e todos que lutam para aumentar os recursos destinados à educação brasileira, com objetivo do país alcançar 10% do PIB em investimentos na área.

Leia mais www.une.org.br 

Monique Lemos sobre o Rio: A luta do bem contra o mal?

O Rio de Janeiro, nesta última semana, viveu momentos de grande tensão e apreensão. As cenas de violência que os moradores das comunidades já estão tão acostumados a ver, dessa vez passavam ao vivo para todo o mundo. Esse espetáculo do enfrentamento, que a mídia insistia em valorizar, paralisou as pessoas, que se aglutinavam em volta da TV, como que assistindo a final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina.


Por: Monique Lemos

Logo surgiram especialistas que diziam: “Já estava na hora”, “Não podemos mais recuar” ,“Isso é guerra” ,“Nós vamos lutar contra eles até o fim”. Frases que escondem a reprodução do preconceito contra as favelas e superficialidade das políticas de segurança pública que estamos acostumados a ver.

A UPPs, já dizíamos no nosso 10º Congresso Estadual da União da Juventude Socialista (UJS), não podem ser entendidas como uma mera ocupação policial, sem que venha acompanhada de políticas públicas que garantam melhor qualidade de vida aos moradores. Em nossa opinião, pacificar não é ocupar militarmente, pacificar é ocupar com educação, saúde, cultura etc.

A completa ausência do poder público nas últimas décadas fez com que essas áreas fossem dominadas por um segundo poder, um poder paralelo ao Estado que assumiu às vezes deste, e se tornou o gerenciador dessas regiões. Não estamos falando apenas dos traficantes de drogas, pois estes são uma parte do todo. Estamos falando de um poder que se sustenta na polícia corrupta, nas milícias organizadas e na inércia do Estado.

Não podemos nos deixar levar pelo editorial de um Merval Pereira e de um William Waack, que se regozijam ao ver a lógica do confronto e da guerra, porque na verdade acreditam que o problema é individual, que aqueles “bandidos” – muitos menores de idade – escolheram aquele caminho e que, portanto devem pagar por ele. Nessa onda de violência não temos dúvida de que é a juventude negra e favelada a que mais sofre as punições – antes, durante e depois – do Estado e da mídia. Nesse contexto, a saída não é a redução da maioridade penal, é uma política de Estado profunda, que pressuponha a inclusão social e a valorização do jovem como sujeito de direito.

Não estamos, portanto, falando da luta do bem contra o mal, dos mocinhos versus bandidos, se tratarmos o combate à violência (que deve ser feito) desta forma estaremos cometendo um estúpido e burro reducionismo. Vamos matar 30 e nascerão mais 100!!

A ação do Estado deve estar voltada para a proteção da vida, devemos pensar em ações de mais longo prazo que desestabilize o tráfico de drogas (legalização da maconha), que diminua o poderio bélico (maior controle das nossas fronteiras, pois não devemos esquecer que nosso país não produz armas), que refunde nossa polícia militar (excluindo a banda podre, pagando salários dignos) que tenha como finalidade a proteção do cidadão e não de um Estado autoritário.

Acredito que podemos sim estar vivendo um momento histórico no que diz respeito à política de segurança no Rio de Janeiro, mas não pelo show pirotécnico de bandeiras tremulando, números substituindo pessoas, mas sim, porque nos é dada a oportunidade de pensar segurança como uma política social, de entender que não vamos resolver esse problema num passe de mágica, ou no caso na ponta do fuzil, e que o que precisa mudar é mais profundo do que a luta do bem contra o mal.

Monique Lemos é presidente estadual da UJS-RJ


2.12.10

Bienal prorroga inscrições de trabalhos. Saiba também como participar do 13º CONEB


Para quem ainda quer inscrever trabalhos, novo prazo é dia 15/12; resultado será divulgado até dia 20/12 no site da UNE. Saiba também como fazer sua inscrição individual para a 7ª Bienal e o 13º CONEB

Saiba mais na pagina da UNE http://www.une.org.br/

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Convocatória para o ato de 10 de dezembro contra as bases militares na América Latina

A CTB, por intermédio de sua Secretaria de Relações Internacionais, convoca todas as suas representações estaduais, além dos sindicatos filiados em todas as regiões do país, a se somar à campanha de luta pela paz mundial, marcada para acontecer em toda a América Latina no dia 10 de dezembro.

Essa data marcará uma campanha internacional pela defesa dos direitos humanos em todo o planeta e contará com a participação de inúmeras entidades. Na América Latina, coube ao Encontro Sindical Nossa América (ESNA) deliberar pela realização de uma jornada de luta PELA PAZ, além de propor um PLEBISCITO em contrariedade à INSTALAÇÃO de BASES MILITARES em nosso continente.

No último mês de julho, mais de 300 organizações sindicais e movimentos sociais da América Latina, reunidos em Caracas, decidiram abraçar o 10 de dezembro como um dia de luta contra o imperialismo. Dessa forma, todas as organizações que apoiaram essa iniciativa podem agora demonstrar com maior amplitude seu repúdio às políticas militaristas em nosso continente e reafirmar seu compromisso na luta pela paz.

A CTB, em conformidade aos seus princípios classistas, esteve desde o princípio articulada a essas batalhas. Devemos agora demonstrar mais uma vez que nossa militância está engajada e participar ativamente desse movimento, assinando este PLEBISCITO e nos mobilizando para o 10 de DEZEMBRO.

Vamos mostrar mais uma vez que a CTB é uma entidade de luta, companheiros. A unidade dos povos da América Latina garantirá nossa vitória contra o imperialismo.


São Paulo, 29 de novembro de 2010.

João Batista Lemos

Secretário de Relações Internacionais adjunto da CTB

Clique aqui para acessar a convocatória do ESNA (em espanhol)

Clique aqui para acessar o abaixo-assinado do Plebiscito

http://portalctb.org.br/site/sala-de-imprensa/convocatoria-para-o-ato-de-10-de-dezembro-contra-as-bases-militares-na-america-latina

Washington ameaça o sítio Wikileaks

Reproduzo artigo de David Brooks, publicado no jornal mexicano La Jornada e traduzido pela Adital:

O governo dos Estados Unidos ameaça fiscalizar judicialmente a Wikileaks enquanto tenta superar a crise diplomática provocada pela divulgação de mais de 250 mil mensagens de suas 274 embaixadas e consulados e se intensifica o debate sobre as implicações da filtração. Noam Chomsky considerou que isso revela "o profundo ódio" dos governantes à democracia.

Leia mais http://altamiroborges.blogspot.com/

WikiLeaks: 2.855 documentos sobre o Brasil

Reproduzo artigo de Natália Viana, publicado no sítio Opera Mundi:

Fui convidada por Julian Assange e sua equipe para trazer ao público brasileiro os documentos que interessam ao nosso país. Para esse fim, o Wikileaks decidiu elaborar conteúdo próprio também em português. Todos os dias haverá no site matérias fresquinhas sobre os documentos da embaixada e consulados norte-americanos no Brasil.

Por trás dessa nova experiência está a vontade de democratizar ainda mais o acesso à informação. O Wikileaks quer ter um canal direto de comunicação com os internautas brasileiros, um dos maiores grupos do mundo, e com os ativistas no Brasil que lutam pela liberdade de imprensa e de informação. Nada mais apropriado para um ano em que a liberdade de informação dominou boa parte da pauta da campanha eleitoral.

Leia mais http://altamiroborges.blogspot.com/

Em tempos de Wikileaks, Fidel e Chávez dão lição de solidariedade

Enquanto Evo Morales denuncia as tentativas de golpe em países da América Latina com apoio dos Estados Unidos e os documentos do Wikileaks expõem os objetivos e métodos do imperialismo na tentativa de dominação e exploração de outros países, Cuba e Venezuela dão exemplo de integração solidária: Havana atendeu até ontem 25 mil pacientes venezuelanos e realizou quase 10 mil intervenções cirúrgicas durante uma década de existência de um convênio integral de saúde com Caracas.


Os processos realizados incluem cirurgias cardiovasculares, oftalmológicas e ortopédicas.

Durante um ato pelos 10 anos da chegada dos primeiros 46 pacientes, em 30 de novembro de 2000, o embaixador de Venezuela em Havana, Ronald Blanco, destacou seu apoio ao líder da revolução cubana, Fidel Castro, e ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.



Ronald Blanco ponderou a visão humanista de Fidel e Chávez na assinatura do Convênio Integral, prorrogado recentemente por outra década, que inclui as esferas econômica e social.

O diretor do centro internacional de saúde "A Pradera", Pedro Llerena, anunciou que se realizaram mais de nove mil operações e mais de 300 transplantes de órgãos.

Llerena destacou o esforço de 45 instituições cubanas, hoteleiras e de saúde, no sucesso da atenção aos pacientes e cerca de 18 mil acompanhantes, de acordo com a Agência de Informação Nacional.

Da redação, Luana Bonone, com Pátria Latina