21.1.10

ME no Fórum Social Mundial 2010


Faltam poucos dias para o início do FSM comemorativo de 10 anos. Confira a agenda do Movimento Estudantil em Porto Alegre, que prevê, entre outras atividades, debate com o tema “O Pré-Sal e o financiamento da Educação no Brasil”. Programe-se e participe!

O evento que se tornou referência da luta da esquerda no mundo será inaugurado com a esperada marcha de abertura marcada para às 15h00 do dia 25, segunda-feira. Nessemomento estarão reunidos movimentos sociais, estudantis e todos os presentes que desejam construir um ‘Um Outro Mundo Possível’.

Também está prevista a presença do presidente Luis Inácio Lula da Silva em ato político dia 26, além de debates no Acampamento Internacional da Juventude. Educação, política e a paz são temas que permearão os encontros. Destaque para o lançamento da Campanha Continental: América Latina é de Paz. Acompanhe!

Agenda estudantil no Fórum Social Mundial 2010 em Porto Alegre

25/01 segunda-feira

15h00 - Marcha de Abertura –Concentração na Praça Glênio Peres

26/01 terça-feira

9h30 - Movimento Estudantil e a Luta pela Educação Popular– Acampamento Internacional da Juventude / Tenda Dr. Juca

Coordenação: DCE UFSM

18h00 - Ato político com Presidente Lula –Gigantinho

27/01 quarta-feira

10h00 - A participação da juventude na construção de políticas públicas: Legado e Perspectivas - Acampamento Internacional da Juventude/Tenda Dr. Juca

Coordenação: CEMJ, Instituto Paulo Freire, IBASE

14h00 - O Pré-Sal e o financiamento da Educação no Brasil / Tenda da Paz

Coordenação: Yann Evanovick - UBES

Participações:

Augusto Chagas – UNE

Hugo Valadares – ANPG

Igor Santos – MST

Dep. Maria do Rosário – Comissão de Educação da Câmara

Juçara Dutra – CNTE

Raul Bergmann – AEPET

Ademir Caetano – FUP

19h00 - Avançar nas Mudanças - Programa de desenvolvimento para Brasil/ Armazém do Cais do Porto

Coordenação: Fundação Perseu Abramo e Fundação Mauricio Grabois

28/01 quinta-feira

14h00 - Posse da nova diretoria da UEE|RS Dr. Juca – Acampamento de Juventude /Tenda Dr. Juca

14h00 - Seminário e lançamento da Campanha Continental: América Latina é de Paz – Tenda da Paz

Coordenação: CEBRAPAZ

29/01 sexta-feira

9h00 - Assembléia dos Movimentos Sociais

Da redação, com informações de:

http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/

Leia também:

* 15/01/2010 - O Movimento Estudantil no Fórum Social Mundial
*
13/01/2010 - FSM 2010: Edição Comemorativa
*
07/01/2010 - Fórum Social Mundial: 10 anos em busca de ‘outro mundo possível'


Encontro preparatório da Nação Hip Hop Brasil/RS


A Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul será o palco para a realização do encontro preparatório da Nação Hip Hop Brasil, será no dia 20 de janeiro a partir das 20hs.

Além do relato de como será o encontro em São Paulo, temas como o extermínio da juventude negra no Brasil, Políticas Públicas de Juventude, Hip Hop Ocupando os Espaços Públicos e o Pré-Sal também é do Hip Hop, são algumas das propostas a serem discutidas e encaminhadas para o 3º Encontro Nacional do Hip Hop que acontece no final do mês na cidade de São Vicente.Leia mais
http://psiquiatradarima.blogspot.com/

Nação Hip Hop Brasil RS

20.1.10

UJS Chapecó rumo ao FÓRUM SOCIAL MUNDIAL



O Fórum completa agora 10 anos de organização é um excelente espaço de discussão política para todas as organizações comprometidas com a construção de uma outra sociedade.

Ainda restam vagas para quem tiver interesse em participar do FSM é só entrar em contato com Dérique Hohn UJS Chapecó pelo fone 49-99227346 e solicitar uma vaga.

UJS Chapecó

Na TV

3º Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil




Conheça
os shows do maior encontro de hip-hop de todos os tempos. Pela primeira
vez no Brasil: Actitude Maria Marta da Argentina, Legua York do Chile,
Area 23 da Venezuela. E ainda, MV Bill, Rappin Hood, Face da Morte,
Realidade Cruel, Inquérito, DBS & a Quadrilha, Império ZO entre
muitos outros. O evento também terá debate, palestras, oficinas, espaço
de cinema e literatura, gente de todo o país.

Aliado G fala sobre o III Encontro Nação Hip-Hop

Entrevista Bocada

Aliado G, uma das cabeças que estão por trás da organização do III Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil, evento que reúne os elementos e a militância do movimento durante os dias 28, 29, 30 e 31 de janeiro, em São Vicente (SP), fala ao CHH. Actitude Maria Marta, da Argentina, Legua York, do Chile, Area 23, da Venezuela, MV Bill, Rappin Hood, Face da Morte, Realidade Cruel, Inquérito, DBS & a Quadrilha, Império ZO, entre outros rappers, estarão no encontro que promove debates, palestras, oficinas e abre espaço para o cinema e literatura.

O que são o Rap e o Hip-Hop Hoje?
Aliado G:
O Hip-Hop hoje é comprovadamente um movimento de caráter universal e reúne o maior número de adeptos do planeta. Caracteriza-se como sociocultural e com recorte etário majoritariamente juvenil. Levando em conta os conceitos geracionais definidos pela sociologia, podemos afirmar estarmos na terceira geração do Hip-Hop no Brasil. Sendo esta uma questão relevante, a sombra da qual devemos refletir. Pois tem impacto determinante sobre nossa organização e o conjunto das manifestações do movimento, que se expressam por meio da música (Rap), dança, vestimenta, literatura e artes plásticas.

Muitos não dão importância para a militância no Hip-Hop. O III Encontro é uma conquista do Hip-Hop social ? Sem a preocupação com políticas públicas, seria possível levar cultura e entretenimento para a maioria, como caso do Encontro de Hip-Hop?
Aliado G:
Sem dúvida, o III Encontro Nacional da Nação Hip-Hop Brasil é uma grande conquista para o conjunto do movimento, não apenas para a Nação. O movimento vive hoje uma grande contradição, alcançamos nosso mais alto patamar do ponto de vista institucional, em contrapartida temos um grande refluxo na produção e difusão cultural. Por exemplo, durante o ano de 2009, não consigo me lembrar de nenhum fato de repercussão Nacional. Como citei anteriormente, o movimento é sociocultural e isso não é privilégio do Hip-Hop.

Toda expressão cultural tem influência na sociedade, porém nós influenciamos no sentido das transformações, por isso conquistamos respeito do conjunto da sociedade. Penso que o encontro é a materialização destas relações, onde teremos debates, palestras, filmes, oficinas, literatura, exposições e shows com presenças que vão desde Ministros de Estado até os manos que moram em palafitas nas margens do rio Amazonas, dos Bboys das tribos indígenas do Acre, até vereadores eleitos pelo Hip-Hop. Destaco ainda as participações internacionais com membros da Argentina, Chile, Venezuela, Canadá, EUA, Inglaterra, França e Alemanha. Tenho certeza que este grande caldeirão Cultural que será o encontro resultará numa grande retomada do movimento, em outro nível. Tudo isso, na praia e com entrada franca. Será possível por conta das relações institucionais que a Nação Hip-Hop Brasil acumulou ao longo de seus cinco anos de militância.

Qual a expectativa para esse Encontro? As cenas política e cultural atuais proporcionam um novo olhar para as questões sociais e estéticas?
Aliado G:
O Brasil é um país jovem do ponto de vista histórico, acabamos de completar 500 anos. A China, por exemplo, conta histórias milenares, assim como a Europa e a África. Nós surpreendemos o mundo elegendo um operário, retirante nordestino como nosso Presidente da República. Desde então, vivemos um novo ambiente no Brasil e no mundo, a chamada crise econômica mundial é um marco na confirmação de uma nova configuração internacional, onde o Brasil sai da condição de vira-latas e passa a jogar um grande papel. Nenhuma decisão que tenha impacto no planeta é tomada sem levar em conta a opinião brasileira.

Devemos ocupar o quinto lugar como maior economia em breve. Milhões de pessoas ascenderam socialmente, muitos empregos gerados, somando isso, a questão geracional, a qual me referi anteriormente, podemos esperar muito deste encontro, que tem muito a contribuir desde seu tema “Um Mergulho na História”, que pretende desmistificar a imagem de que as coisas são assim mesmo,é o destino, é da vontade de Deus. Compreendendo que tudo que vivemos hoje é fruto de uma construção histórica e, nos apropriando disso, podemos escrever uma nova história. No passado, a juventude pintou a cara para mudar o Brasil, nós vamos é pintar o Brasil com a nossa cara , preta, parda, mestiça.

Você acha que novas abordagem e novos debates podem resgatar a essência do movimento?
Aliado G:
O encontro tem essa proposta.

O Rap brasileiro precisa se aproximar dos outros elementos do Hip-Hop para fortalecer a cultura de rua em todos os seus aspectos?
Aliado G:
Com certeza, penso que o elemento mercado é determinante neste processo de distanciamento. Muitos enxergaram no Rap uma opção para responder a cobrança da sociedade. O que muitos não conseguiram compreender é que existe uma diferença fundamental entre talento e sucesso. Talento todos tem para alguma coisa, agora sucesso é propriedade do mercado e é ele quem escolhe seus abençoados. Quase todo brasileiro tem seu time de futebol, mesmo jogando bola ele paga ingresso para ver seu time, no Rap não. A maioria entende que seu trabalho é o melhor. Os produtores e profissionais não entraram no Hip-Hop, então os manos da quebrada se tornaram produtores, na maioria dos casos, em função de sua inexperiência e baixa condição estrutural, trabalha com o pior espaço, sem higiene, segurança, divulga na comunitária da quebrada e imagina que todo mundo ta sabendo. Tem que abrir espaço para todos os grupos que ele conhece, acabando com a festa e criando um espaço de show, onde grupos cantam para grupos, masculinizando o movimento.

Aqueles que não são de grupo ficam deslocados. Acabam procurando alternativas para se divertir no fim-de-semana. Tudo isso (e muito mais que eu poderia dizer) é parte da confusão que nos trouxe até aqui. Precisamos devolver a alegria ao Hip-Hop, o pertencimento, a festa, a celebração. A aproximação entre os elementos é condição básica para isso. Precisamos combater a visão pós-modernista que tenta nos dividir a partir de nossa diversidade, os caras do bairro A, não colam com o B. O ser humano é único, portanto, é diferente por natureza, temos que construir a partir de nossas semelhanças. Somos todos filhos da classe trabalhadora, formada à base de um povo negro escravizado que habitou nas lavouras e hoje está nas periferias e favelas deste país.

UNE e UBES no Planalto



Nesta segunda-feira, 18 de janeiro, os principais representantes do movimento estudantil tiveram a oportunidade de apresentar pessoalmente ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta que pleiteia 50% do Fundo do Pré-Sal para a Educação.

Augusto Chagas, presidente da UNE e Yann Evanovick, presidente da UBES defenderam que os recursos do Fundo Social do Pré-sal sejam investidos em educação e em projetos que aumentem o tempo de permanência dos brasileiros na escola – um montante que poderia chegar a R$ 2 bilhões.

“O salário dos nossos professores ainda é muito defasado e o Brasil tem apenas 13,9% de jovens, de 18 a 24 anos, com acesso à universidade. Isso tudo demonstra a necessidade de se aplicar melhor os recursos em educação, principalmente, em aumentar o aporte de recursos na área”, alertou Augusto Chagas. “A Educação tem ser prioridade”, concordou Yann Evanovick.

Chagas afirmou que, apesar das políticas educacionais nos últimos anos terem apresentado melhorias na qualidade do ensino do país, é preciso ampliar os investimentos no setor. Segundo ele, a média de permanência do brasileiro adulto na escola é de sete anos e que não chega a 30% o percentual de escolas públicas que têm uma quadra de esportes. Na pauta de reivindicações dos estudantes a aprovação do Projeto de Lei de reforma universitária da UNE, em tramitação na Cãmara.

Também presentes na audiência, o secretario geral da UNE, Antonio da Silva, e o vice-presidente da entidade Tiago Ventura. “Durante a audiência valorizamos a experiência da Conferência Nacional de Educação (Conae – de 28 de março a 1 de abril), como um espaço inédito na formulação da política educacional brasileira por meio do diálogo entre sociedade civil organizada e governo”, declarou Ventura. Além disso, propuseram a criação de um ente público que fique responsável pela aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pavimentando o caminho para o fim do vestibular.

A reunião contou com a participação do secretário geral da Presidência da República, Luiz Dulci; do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e assessores.

Leia também:

UNE quer fundo do Pré-sal para a Educação – do Blog do Planalto

UNE : 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à educação – do Jornal O Serrano

UNE propõe que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à educação – da Agência Brasil

Da Redação, com informações da Agência Brasil e Blog do Planalto.

Imagens: Domingos Tadeu/PR

Movimento estudantil contra PL que desliga aluno inadimplente



A Educação deveria ser pública, gratuita e de qualidade, características pelas quais o movimento estudantil luta há décadas. Um Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados promete trazer à tona essa questão: trata-se do PL 6124/09, do deputado Clóvis Fecury (DEM-MA), que prevê o desligamento do aluno inadimplente após 90 dias do não-pagamento da mensalidade, ou no fim do semestre letivo, quando a instituição adota o período.

Clóvis Fecury argumenta que a atual legislação desequilibra o setor educacional, pois protege o aluno inadimplente e prejudica as escolas, que não podem pagar seus funcionários nem fazer investimentos com receita reduzida. "É fundamental punir o calote para garantir a sobrevivência das instituições privadas de ensino básico", afirma o deputado justificando que a inadimplência encarece o sistema de ensino.

O diretor de relações internacionais da UNE, Daniel Iliescu, comenta que é um absurdo culpar a inadimplência pela dificuldade da sobrevivência das instituições. “O BNDES liberou uma linha de crédito de 1 bilhão de reais justamente para que as privadas garantam a formação dos estudantes”, diz Iliescu.

Sem contar que a Educação é um Direito Constitucional. “Não é mercadoria e sua oferta aos entes privados é uma concessão do Estado. Por isso não pode e não deve ser tratada como um serviço comum”, declara Augusto Chagas, presidente da UNE. Chagas defende que muitas instituições privadas de ensino têm grandes problemas administrativos advindos de má gestão e desvio de recursos pelas mantenedoras. “Se essas instituições tomassem medidas de saneamento de suas gestões financeiras reduzindo seus lucros exorbitantes isso refletiria positivamente na redução da inadimplência. O que não podemos aceitar é que os estudantes sejam penalizados pela má gestão das instituições de ensino e tenham cerceado o seu direito de concluir os estudos”, conclui.

Os secundaristas também garantem que não vão permitir a aprovação do PL, considerado um retrocesso. “Já não é de hoje que temos enfrentado uma movimentação orquestrada pelos ‘tubarões’ do ensino no sentido de reprimir os estudantes, muitos inclusive jogam a Constituição no lixo ao tentar barrar os inadimplentes, colocando catracas e outros mecanismos que causam constrangimento e humilhação”, brada Rafael Clabonde, diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Clabonde afirma que a falta de regulamentação é que permite aumentos abusivos de mensalidade, de forma que a educação torna-se um mero produto. “Lutaremos para barrar este projeto e toda ação que venha ferir os direitos adquiridos pelos estudantes!”.

Conheça o projeto na íntegra: PL-6124/2009

Da Redação, com informações da Agência Câmara.

11.1.10

Eduardo Mancuso: Fórum Social Mundial exige reflexão sistemática

A criação do Fórum Social Mundial teve sua origem nas grandes manifestações em Seattle, durante o encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), em novembro de 1999, e naquelas realizadas em Washington, em 2000, contra as políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que afirmavam: “o mundo não é uma mercadoria”.
Por Eduardo Mancuso*, na Carta Maior

Também é preciso lembrar a primeira e a mais libertária manifestação do nascente movimento “antiglobalização”, como se costumava dizer então: a insurgência zapatista que abriu o ano de 1994, em Chiapas, contra o Tratado de Livre Comércio da América do Norte e em defesa das populações indígenas, colocando a América Latina (mais uma vez) na vanguarda de processos históricos de libertação.

Essas mobilizações situaram definitivamente no cenário mundial a emergência de um movimento de resistência além das fronteiras nacionais. Milhares de sindicatos, associações, ONGs, entidades religiosas e outros movimentos populares, que travavam lutas em seu país, região, cidade ou em seu meio rural, tomaram consciência de que, juntos, constituíam um movimento planetário de resistência à globalização neoliberal.

Passaram, então, a trocar informações, unindo-se em ações comuns e convergentes de solidariedade internacional, concretizando a idéia de se tornarem um contrapoder planetário dos cidadãos, uma verdadeira sociedade civil mundial ativa e organizada. Ao mesmo tempo em que cresciam as manifestações, iniciava-se também em todo o mundo esforços no sentido de buscar alternativas que colocassem o desenvolvimento humano com justiça social, a sustentabilidade ambiental e a democracia participativa como eixos prioritários para governos e cidadãos. Nascia assim, tanto o movimento altermundialista, como o embrião do Fórum Social Mundial.

Desde 2001, quando se realizou pela primeira vez em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial vem se contrapondo ao Fórum Econômico Mundial de Davos. Esse Fórum dos ricos e poderosos do mundo tem cumprido, desde 1971, papel estratégico na formulação do “pensamento único” neoliberal em todo o planeta, desmoralizado agora por sua responsabilidade direta pela crise financeira, econômica, social e ambiental que estamos vivendo. Uma verdadeira crise de civilização, devidamente antecipada pelas denúncias e críticas do FSM desde os seus debates iniciais.

Já o Fórum Social Mundial se afirmou como um espaço para construção de alternativas de “outro mundo possível”, através do debate de grandes temas e da troca de experiências de lutas, da articulação de iniciativas e campanhas comuns entre sindicatos e movimentos em cada país e em nível continental e mundial. O FSM e o chamado “espírito de Porto Alegre” ganharam o mundo: constituindo-se como um espaço em movimento e como um espaço dos movimentos em luta por uma mundialização alternativa.

A escolha de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul para a realização do Fórum Social Mundial em quatro edições decorreu da natureza das experiências vividas em terras gaúchas na virada do século, onde se combinavam lutas sociais avançadas com governos de esquerda, cujas marcas foram os orçamentos participativos (entre outras experiências de democracia participativa), a afirmação de direitos de cidadania e políticas inovadoras de inclusão social.

Dessa forma, o processo do FSM em Porto Alegre propiciou a criação do FAL, o Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social e a Democracia Participativa, articulando desde 2001, uma rede de cidades e governos locais comprometidos com os valores e as iniciativas do Fórum Social Mundial. Essa rede de autoridades locais democráticas e internacionalistas promoveu encontros em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), em Florença (2002), em Saint Denis, (2003), em Barcelona, Quito e Londres (2004), em Caracas (2006), em Nairóbi (2007) e em Belém do Pará (2009).

Nos últimos anos, essa rede tornou-se uma verdadeira “rede de redes”, agrupando cidades metropolitanas de periferia (que realizaram com sucesso o 1º Falp de Nanterre em 2006), redes de orçamento participativo no Brasil, em Portugal, na Espanha e na Itália, observatórios e organismos de cooperação descentralizada, com presença e atuação em diversos continentes e regiões do planeta.

O FSM foi, ao longo desta década de existência, se modificando, sem perder sua identidade original – a sua Carta de Princípios continua sendo a referência comum para todos e todas que constroem juntos esse processo –, ou seja, a de um espaço de auto-organização das entidades e movimentos da sociedade civil que se colocam o objetivo de lutar por outro mundo, em que as terríveis conseqüências sociais e ambientais da globalização capitalista sejam superadas.

O Fórum saiu de Porto Alegre para realizar-se nos diferentes continentes (Américas, Europa, África e Ásia) e voltar, este ano, à Belém, na Amazônia brasileira. Passou a se realizar não apenas como evento mundial, mas também através de fóruns continentais, nacionais, locais e temáticos.

O mundo mudou desde o início da década, e o FSM foi um dos atores principais de algumas das melhores mudanças. Tornou-se lugar-comum afirmar que o século 21 iniciou marcado pelos atentados de 11 de setembro contra as torres gêmeas em Nova Iorque, mas na verdade o novo século começou em janeiro, no verão de Porto Alegre. Pelo menos para aqueles que acreditam na utopia de um projeto de civilização alternativo para a humanidade e lutam por “outro mundo possível”.

Em 15 de fevereiro de 2003, milhões de pessoas em todo o mundo se manifestaram pela paz e contra a guerra organizada pelos Estados Unidos no Iraque, naquela que foi a maior mobilização cívica de massas da história em um único dia. Essa ideia foi gestada um ano antes, no Fórum Social Europeu de Florença, e seguida de impressionantes manifestações antiguerra nos vários continentes, sendo ratificada e potencializada pelos mais de 100 mil participantes do 3º FSM de Porto Alegre.

O Fórum Social Mundial fez história. Esta rica trajetória exige agora uma reflexão mais sistemática, capaz não só de avaliar o que fomos capazes de realizar nesses 10 anos, mas também projetar possíveis caminhos futuros. E por isso nasceu essa ideia de realizarmos uma edição comemorativa, ao mesmo tempo reflexiva e voltada para pensar estratégias e alternativas para o presente e o futuro do nosso movimento, na região metropolitana de Porto Alegre, onde tudo começou. Pretendemos assim, através de metodologias democráticas e participativas, contribuir coletivamente para os debates dos diversos Fóruns Sociais que se realizarão de forma descentralizada ao longo de 2010.

Pois, para nós é inegável que o Fórum Social Mundial, como movimento internacionalista que luta pela paz e contra a guerra, que defende a solidariedade entre os povos, os direitos humanos e a preservação ambiental do planeta, utilizando como método a democracia participativa, e reunindo ao mesmo tempo dalits (a casta inferior na Índia) e ganhadores do Nobel, ONGs e movimentos sociais de todos os continentes com o pensamento crítico, contando com o apoio de governos e de partidos progressistas, representa um projeto de futuro universal para a humanidade.

* Eduardo Mancuso é assessor de Cooperação Internacional da Prefeitura de Canoas (RS)

Paulo Octávio é ligado a desvio de R$ 27 milhões

Podes crer, é muito mais fácil subir em pé de macaída nu que encontrar um político do DEMO honesto.Eita partidinho pra abrigar corrupto.Será que a gangue do DEMO terá peito para expulsar Paulo Octávio?

O Estado de S. Paulo


Em meio ao escândalo do "mensalão do DEM", o grupo empresarial do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), é acusado de provocar um rombo de R$ 27 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público Federal entrou, há três semanas, com cinco denúncias na Justiça Federal contra as construtoras do vice-governador. O procurador da República Carlos Henrique Martins Lima cobra, entre outras coisas, a devolução do dinheiro à Caixa. Paulo Octávio é a aposta do DEM para suceder o governador José Roberto Arruda, que deixou o partido após as denúncias de corrupção no governo. O Estado teve acesso à íntegra dessas novas ações judiciais que complicam ainda mais a vida do vice-governador, citado no inquérito sobre as fraudes no governo. No centro das investigações está o Brasília Shopping, um dos mais luxuosos da cidade, situado em área nobre da capital federal. O Ministério Público aponta uma série de irregularidades na construção feita em parceria entre o Grupo Paulo Octávio e o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa. Essa sociedade dura até hoje na administração do shopping. O fundo tem 105 mil associados e um patrimônio de R$ 32 bilhões. O procurador lembra que o rombo prejudica "interesses das dezenas de milhares de pessoas" que participam do Funcef. Dos R$ 27 milhões de prejuízo, R$ 14 milhões referem-se a apenas uma das cinco denúncias.

Ele alega licença da empresa e se nega a falar do caso

O superintendente de shoppings do Grupo Paulo Octávio, Edmar Barros, informou ao Estado que a empresa ainda não foi avisada das denúncias do Ministério Público, protocoladas na Justiça na véspera do recesso do Judiciário, em dezembro. "Até o momento a empresa não recebeu qualquer notificação da Justiça e, portanto, não pode se pronunciar sobre o caso", afirmou Barros, por meio da assessoria de imprensa. A assessoria de Paulo Octávio disse que ele não pretende se manifestar sobre as acusações contra suas empresas. "O vice-governador Paulo Octávio não fala sobre assuntos ligados à empresa, uma vez que está licenciado da mesma para o exercício da vida pública", informou.

Lula, o Filho do Brasil:Assisti, gostei e recomendo


Assisti, gostei e recomendo a todos que assistam o filme Lula, o Filho do Brasil.


Tem cenas emocionantes, de fazer os pelos pubianos se arrepiarem.


Diferentemente do que diz o PIG, a sala de exibição do filme estava cheia, com as suas 156 cadeiras ocupadas.

9.1.10

FSM: 10 anos em busca de outro mundo possível


No ano em que se celebra 10 anos de seu processo, o Fórum Social Mundial (FSM) não será um evento global único e centralizado, mas terá programação ao longo de 2010 em diversas partes do mundo.

Entre os dias 25 e 29 de janeiro, por exemplo, acontecerá em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul - palco da primeira edição do evento - o seminário internacional "10 Anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível". Além do balanço de dez anos do Fórum, será debatida a atual conjuntura mundial, os elementos de uma nova agenda e a sistematização de questões e contribuições para o FSM.

Sobre o Fórum Social Mundial

O evento Surgiu em 2001, em Porto Alegre, em contraposição ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça) com objetivo desfazer a dominação das regras econômicas impostas pelos países mais ricos.

O FSM se firmou ao passar dos anos, conquistando espaço nacional e internacionalmente, com participação crescente de pessoas e multiplicação de fóruns regionais, nacionais e locais em diversas partes do mundo. Em 2009, nove anos após a primeira edição do FSM, Belém, no Pará, recebeu 150.000 participantes. Um levante de gente unida no propósito e pensamento de que um mundo melhor e mais justo é mesmo cada vez mais urgente.

Fórum Social Mundial Porto Alegre (RS)
De 25 a 29 de janeiro
Inscrições até 15 de janeiro

I Fórum Social e a I Feira Mundial de Economia Solidária
De 22 a 29 de janeiro em Santa Maria e Canoas (RS)

Fórum Social Temático da Bahia
De 29 a 31 de janeiro em Salvador
Inscrições até dia 20 e janeiro

Fórum Mundial Urbano (RJ)
De 22 e 26 de março no Rio de Janeiro acontece “Ações pelo Direito à Cidade”, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Fórum Social EUA (Detroit)
De 22 a 26 de junho

Fórum Social Local do Atlântico (África, Benin)
De 28 a 31 de janeiro

Fórum Social Mundial Madri
De 28 a 31 de janeiro

Fórum Social Tcheco
Dias 29 e 30 de janeiro (diversas cidades)

Fonte: Estudantenet

Enfim o vencedor do concurso "25 anos na ponta do lápis"

Tarda, mas não falha! Divulgamos hoje o texto vencedor do concurso "25 anos na ponta do lápis", cujo autor terá isenção da taxa de incrição do Curso Nacional de Formação da UJS 2010 - que ocorrerá entre 1 e 9 de fevereiro - e ganhará um kit do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ).

Mais de uma dezena de textos foram enviados ao ujsnacional@gmal.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e, como o formato era livre, a criatividade deu o tom do concurso, tendo incusive músicas entre os textos concorrentes. Divulgamos aqui as redações selecionadas entre as cinco primeiras e declaramos vencedor o texto do militante Igor Corrêa Pereira, de Poto Alegre (RS), entitulado "Uma moça com a cara do novo Brasil". Os critérios utilizados pela comissão julgadora foram: clareza das idéias, presença de conteúdos históricos, ideológicos e/ou políticos, criatividade, beleza do texto e cumprimento das regras do regulamento do concurso.

O concurso "25 anos na ponta do lápis" foi uma iniciativa que buscou estimular a capacidade criativa e o exercício do estudo da elaboção, além de fornecer textos que expressam o pensamento dos filiados acerca da UJS e do sentido da militância. Todos os participantes do concurso devem ser parabenizados por valorizar a iniciativa e o texto vencedor será divulgado nos materiais do congresso da UJS.

Seguem os cinco textos selecionados pela comissão julgadora. O primeiro texto é o vencedor do concurso, os demais seguem em ordem aleatória.


materia completa www.ujs.org.br

5.1.10

FELIZ 2010


Neste ano, a UJS Chapecó esteve presente em vários desafios, como não foge a história, participamos de forma decisiva em todas as luta que travamos neste ano.

Em 2010 vamos ter enormes desafios, mas temos a certeza que a nossa militância está preparada, forte e unida para esses desafios.

Parabéns a todos e todas que constroem todos os dias a UJS.